SÍNDROME DA QUEDA DE POSTURA (EGG DROP SYNDROME-EDS ’76)

FOTO EGG DROP SYNDROMEA síndrome da queda de postura caracteriza-se por notável diminuição na qualidade e produção dos ovos.

É causada pelo adenovírus BC14,127,identificado em 1976 na Irlanda do Norte.

Foi encontrado em galinhas na  Irlanda,Holanda,França,Inglaterra,Alemanha,Espanha,Peru,Brasil,Uruguai e Argentina.Não tem tratamento,apenas prevenção por vacinação,manejo e nutrição apropriados.

Na ocorrência de sintomas similares é necessário muito critério nas medidas adotadas,pois podem ser de origem infecciosa(NewCastle,Coriza,Marek) ou metabólica (Sindrome do Fígado Gordo (efeito de obesidade) e avitaminose B1 ocasionada pelo excesso de coccidianos,sendo o Amprolium largamente utilizado para tratamento da coccidiose).No caso,tratando de uma enfermidade abre-se caminho para outra.

No material disponível neste LINK pode-se avaliar os efeitos nocivos do uso indiscriminado de medicamentos.

 

 

COMPLETANDO 5 ANOS

ANALYTICS

 

 

 

 

NOSSA PLATAFORMA NA WEB ESTÁ COMPLETANDO 5 ANOS DE ATIVIDADE,NESTE PERÍODO FOI ACESSADA POR MILHARES DE INTERNAUTAS DE MAIS DE 100 PAÍSES O QUE DEMONSTRA QUE TEM SIDO DE UTILIDADE,TRATANDO-SE DE SITE SEM OBJETIVOS COMERCIAIS,NOSSA PRINCIPAL META É A DIVULGAÇÃO DA AVICULTURA COLONIAL,OU CAIPIRA,COM FUNDAMENTOS AGROECOLÓGICOS,ATIVIDADE ESTA EXERCIDA UNIVERSALMENTE.

TEMOS COMO PRINCÍPIO FUNDAMENTAL A CRIAÇÃO DE GALINHAS NAS MELHORES CONDIÇÕES POSSÍVEIS RELATIVAMENTE AO CONFORTO ANIMAL,RESPEITO A SUA NATUREZA COMO SERES VIVOS,ASSIM COMO AO MEIO AMBIENTE ONDE VIVEM.NA MEDIDA DO POSSÍVEL,PROCURAMOS COMPARTILHAR INFORMAÇÕES E EXPERIÊNCIAS RELATIVAS AO ASSUNTO,FRUTO DE PERMANENTE PESQUISA NOS MEIOS DISPONÍVEIS.

APESAR DE QUE OS PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA ESTA MODALIDADE DE CRIAÇÃO JÁ SEJAM AMPLAMENTE CONHECIDOS,EXPERIÊNCIAS,OPINIÕES E CONDIÇÕES PODEM SER DIVERSAS PARA SITUAÇÕES PECULIARES,MOTIVO PELO QUAL A TROCA DE INFORMAÇÕES É TÃO IMPORTANTE.

ASSIM,ESTAMOS HABILITANDO A OPÇÃO DE COMENTÁRIOS EM NOSSOS POSTS,LEMBRANDO QUE POR NÃO SE TRATAR DE SITE COM FINS COMERCIAIS,NÃO SERÃO ACOLHIDOS COMENTÁRIOS DE NATUREZA MERCANTIL , DE DIVULGAÇÃO COMERCIAL OU DE NATUREZA OFENSIVA.

PARTICIPE,EXPONHA SUA OPINIÃO E COMPARTILHE SUA EXPERIÊNCIA,SEJA BEM VINDO !

CONTINUA DISPONÍVEL O CONTATO DIRETO COM O ADMINISTRADOR VIA FORMULÁRIO DE CONTATO

 

 

 

 

DOENÇAS DAS AVES

MUITAS SÃO AS DOENÇAS QUE ACOMETEM AS AVES,ALGUMAS COM EFEITOS QUE SÓ SE OBSERVAM PELA DIMINUIÇÃO PRODUTIVA,DE LONGEVIDADE E DE DESENVOLVIMENTO DAS MESMAS,OUTRAS COM EFEITOS DEVASTADORES E SINTOMAS NOTÁVEIS,COM ACENTUADO ÍNDICE DE MORTALIDADE E TRANSMISSIBILIDADE DENTRO DO PLANTEL.

O IDEAL SERIA QUE TODOS PUDESSEM DISPOR DE UM VETERINÁRIO PARA ORIENTAÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS E SOLUÇÃO DE DESAFIOS DE CAMPO,COMO NEM SEMPRE ISTO É VIÁVEL TODO PEQUENO AVICULTOR DEVE PROCURAR O MAIOR NÚMERO DE INFORMAÇÃO DISPONÍVEL QUE POSSA AUXILIA-LO NESTAS CIRCUNSTÂNCIAS.

EMBORA NEM TODOS TENHAM O DOMÍNIO DO IDIOMA INGLÊS,DISPONIBILIZAMOS CLICANDO-SE NO LINK DAS IMAGENS,MATERIAIS QUE ACREDITAMOS QUE POSSAM SER DE GRANDE VALIA,VALENDO A PENA CONSEGUIR A TRADUÇÃO PARA OS MESMOS:

 

                   LINK                                                                                 LINK                                                                                                                                                                                                              

HANDBOOK

Picture_Book of infectious poultry diseases (onlinevetbooks.blogspot.com)

 

 

COCCIDIOSE : MAIS COMUN E PIOR DO QUE PARECE

Um problema presenCOCCIDIOSEte em praticamente qualquer aviário é a COCCIDIOSE,enfermidade causada por vários protozoários da espécie Eimeria.

A doença é responsável por grande ocorrência de óbitos em aves até 4 semanas de vida além de efeitos negativos no crescimento e produtividade nas aves adultas,é prejuízo na certa.

Não são conhecidos métodos de supressão total destes protozoários nos aviários,apenas prevenção e controle com algumas medidas como exemplo:

Vacinação (custo elevado)

Inclusão de coccidianos na ração (ex: Salinomicina)

Tratamento (sulfas)

O tópico é bastante complexo e extenso,existindo uma grande variedade de informação disponível para pesquisa.Clicando AQUI pode-se acessar em PDF um trabalho resumido,mas bastante elucidativo desenvolvido na UFPR

UM RECADO DAS GALINHAS

                              OVOS SÃO UMA DAS EMBALAGENS MAIS PERFEITAS QUE EXISTEM,PRESERVAM COM GRANDE EFICIÊNCIA SEU CONTEÚDO VIVO E QUE EM POUCAS SEMANAS SE TRANSFORMA EM UM NOVO SER COMPLETO,UM VERDADEIRO MILAGRE DA NATUREZA.

                              GALINHAS NÃO PODEM FALAR,MAS PELA QUALIDADE EXTERNA APARENTE DE SEUS OVOS,NOS MANDAM UM CLARO AVISO DE QUE ALGUMA COISA DE ERRADO PODE ESTAR ACONTECENDO COM ELAS.

                              NESTA CARTA DA ALLTECH,QUE PODE SER ACESSADA EM PDF,CLICANDO-SE  AQUI,PODEMOS VER QUE NEM TODOS OS PROBLEMAS SÃO DOENÇAS E MUITOS SÃO RELACIONADOS COM NUTRIÇÃO E MANEJO,OBSERVE-SE A GRANDE INCIDÊNCIA DE EFEITOS INDESEJÁVEIS QUE SÃO CAUSADOS PELO EXCESSO DE CÁLCIO NA NUTRIÇÃO E QUE PODERIAM FACILMENTE SER CONFUNDIDOS COM ALGUMA ENFERMIDADE.

ALLTECH

POSTER ALLTECH

VALE A PENA CONFERIR

PROGRAMA DE LUZ PARA POEDEIRAS

                                                 Um programa de luz para poedeiras tem importância fundamental para a longevidade e eficiência produtiva das mesmas,prevenindo a maturidade sexual precoce e proporcionando maior regularidade na postura de ovos.Sua elaboração não exige grande conhecimento técnico,bastando lápis,papel e paciência.

Siga aqui o passo a passo e faça um programa específico para suas aves.

Os resultados podem ser surpreendentes !

(fonte de dados: AVICULTURA  – Sérgio Inácio Englert – Master of Science em Avicultura-University of Wisconsin)

CapturarCapturar1Capturar2Capturar3Capturar4Capturar5Capturar6Capturar7Capturar8Capturar9Capturar10Capturar11Capturar12Capturar13Capturar14Capturar15

AVICULTURA ALTERNATIVA NO CHILE

Em nosso vizinho Chile, é secular a prática de criação colonial de galinhas pelo pequeno produtor rural, notadamente as poedeiras de ovos verdes e azuis nativas, as galinhas Araucanas e Mapuche.
Em nossa permanente garimpagem de informações e grande interesse pelo tópico, encontramos este verdadeiro tesouro escondido. O livro disponível aqui em PDF, aborda de maneira técnica e detalhada o desenvolvimento da atividade em seus variados aspectos, constituindo valiosa ferramenta de pesquisa aos interessados pelo assunto, joia que definitivamente enriquecerá a biblioteca de qualquer adepto.

É só clicar na foto.


Leia e aproveite!

 


Capturarchile

ETOLOGIA – A IMPORTÂNCIA DO COMPORTAMENTO ANIMAL

A ETOLOGIA E A AVICULTURA MODERNA
É inegável que a modernização da avicultura nos últimos cinquenta anos trouxe relevantes benefícios para a humanidade, seja pela oferta nutricional rica em proteínas a baixo custo, seja pelos números da atividade na economia global.
Um marco científico histórico ocorrido há praticamente cem anos atrás, parece ter sido relegado ao esquecimento pela importância de seu efeito: A descoberta da vitamina D por McCollum & Davis em 1922.
Até a década de cinquenta a avicultura mundial era uma atividade quase que de “terreiro”, com galinhas criadas ao ar livre, sem conceitos de seleção genética, sanidade e nutrição, com resultados de produtividade questionáveis.
O evento da vitamina D propiciou a partir de então a possibilidade da criação de aves em confinamento, privadas portanto da exposição direta a luz solar, até então única fonte de vitamina D pela sintetização, com a inclusão de nutrientes fornecedores desta vitamina em sua alimentação.
O que ocorreu a partir de então, foi a transformação de galinhas em verdadeiras máquinas de produzir carne e ovos. Ao que parece, a avicultura industrial ofuscada pelos resultados financeiros que a atividade oferece, relegou a segundo plano a importância que a etologia exerce, na prática vista como ciência filosófica, em detrimento aos efeitos diretos na própria atividade.
Os reflexos do comportamento animal são notáveis em termos de produtividade, sanidade e até possíveis alterações genéticas em aves confinadas. Em diversos países da Europa já é grande a pressão do consumidor relativamente com relação ao conforto animal, assunto íntimo á etologia.
Em nome de uma eficiência produtiva e lucratividade cada vez maiores, o homem vem através dos anos manipulando esta espécie, com práticas como debicagem, corte dos dedos e crista, maturação sexual precoce por meio de programas de luz inadequados, confinamento, muda forçada e fornecimento de alimentação exclusivamente farelada.
Algumas linhagens já foram geneticamente modificadas para supressão do comportamento de choco.
A debicagem é prática quase que indispensável face ao comportamento de bicagem decorrente do estresse pelo confinamento, mas também objetiva a redução de desperdício de ração.
Cortes de dedos e crista são feitos relativamente ao comportamento sexual de machos confinados.
O fornecimento de alimento exclusivamente farelado já ocasiona mutações fisiológicas como flacidez muscular da moela e aumento do lúmen das alças intestinais.
Mudas forçadas são feitas contrariando a fisiologia natural da espécie.
Embora seja uma espécie domesticada, não foi criada pelo ser humano para que dela usufrua indistintamente como faz com tudo que toca no universo.
Haverá um momento em que a natureza apresentará a conta, como já vem fazendo em outras situações.
Para melhores conclusões dos interessados, disponibilizamos material publicado pela FACTA (O Comportamento das Aves) bastante esclarecedor sobre a matéria:
imagesNimagesSimagesDimagesCC

CLIQUE NA IMAGEM PARA LINK organizacao

O MISTÉRIO DOS OVOS AZUIS E VERDES

DONGXIANG

GALINHAS DONGXIANG – CHINA

OVOS DE CAIPIRAS

OVOS CAIPIRA

Lushi

GALINHAS LUSHI – CHINA

OVOCAIPIRA.ECO.BR - CAIPIRAS OVOS AZUIS

GALINHAS CAIPIRA

AraUCANA

GALINHA ARAUCANA – CHILE

 
MISTÉRIO DOS OVOS AZUIS E VERDES
Dificilmente alguém nunca viu ou ouviu falar de ovos de galinhas com coloração azul ou esverdeada,aqui no Brasil normalmente encontrados em algumas criações de galinhas caipiras.
O que se sabe em primeira análise é que esta coloração nos ovos se deve a fixação da substância biliverdina no ovário da ave e este pigmento se incorpora na estrutura da casca dos ovos,não constituindo apenas uma película de coloração do ovo.
Várias espécies de aves silvestres apresentam coloração azul nos ovos,porém que se tenha notícia,apenas três linhagens nativas de galinhas apresentam esta característica: Dongxiang e Lushi (China) e Araucanas (Chile).Como não há relatos de presença das linhagens chinesas aqui no Brasil,é de supor que provavelmente esta genética de alguma maneira tenha vindo do país visinho.
Há alguns anos recebemos de um colega do Chile um material técnico relativo a este assunto,o qual disponibilizamos em post anterior que pode ser acessado aqui.
Tal trabalho,embora bastante elucidativo,só nos leva ao princípio de que tal característica se deve ao “gene do ovo azul” e descreve os resultados genéticos para os cruzamentos possíveis.
Como criamos esta variedade de galinhas há muito tempo,estamos sempre buscando mais informações a respeito.Como as fontes de informação para este assunto são bastante limitadas e restritas em nosso país,recorremos a fontes mais amplas no exterior.Por intermédio do The Britsh Araucana Club (UK),ao qual somos associados,tivemos acesso a material acadêmico mais esclarecedor.
Embora a matéria seja extremamente complexa e direcionada a profissionais, a leigos como eu por exemplo,é possível chegar a algumas conclusões:
Segundo pesquisa científica a presença do “gene do ovo azul” nestas linhagens de galinhas não é uma mera característica genética natural,trata-se de uma mutação ocasionada por um retrovírus possivelmente 500 anos atrás,tendo inclusive suscitado um possível questionamento sobre a origem das galinhas introduzidas na America do Sul,fato este posteriormente desconsiderado visto as mutações pelo vírus tratarem-se de eventos independentes.

Gene do ovo azul: oocyan – SLCO1B3
Vírus causador da mutação: EAV-HP

Para interessados em maiores detalhes e estudos da pesquisa,disponibilizamos abaixo vários links para a íntegra do material,bastando clicar sobre os títulos:

http://journals.plos.org/plosgenetics/article?id=10.1371/journal.pgen.1003183

http://www.futurity.org/surprise-virus-caused-blue-chicken-eggs/

LOJA VIRTUAL

Nosso site não é de natureza comercial,assim disponibilizamos em nossas páginas o link de acesso á LOJA VIRTUAL,onde todas as informações e recursos para aquisição de ovos férteis,pintinhos e  suplementos encontram-se acessíveis.

Em 2015 estamos com plantel renovado,sempre buscando otimização genética de qualidade produtiva e características de rusticidade de nossas aves,dê uma olhada:

Foto0019Foto0167 (2)FOTOS GRANJA II FEV 2015 00120150212_141617CAM00213CAM00198CAM00186CAM00169IMG_20150329_130220IMG_20150329_130213IMG_20150329_125802IMG_20150329_125457IMG_20150329_124411

PARA FALAR CONOSCO É SÓ UTILIZAR O FORMULÁRIO ABAIXO:

Seu nome (obrigatório)

Seu e-mail (obrigatório)

Assunto

Sua mensagem

MITOS NA AVICULTURA

LUAimages p    MITOS NA AVICULTURA
Muitos são os mitos e crendices relativos a avicultura,que são frutos de conceitos sem fundamentos passados de geração em geração,até passarem por verdadeiros até os tempos atuais,sendo que muitos ainda são refratários a desconsidera-los.
Transcrição textual de conteúdo da página 148 – CRIAÇÃO DE GALINHAS-J.REIS- (J.Reis-Ex chefe da Seção de Ornitopatologia e Diretor do Instituto Biológico de São Paulo) :
“Crendices.Com a incubação nada tem que ver nem as fazes da lua nem a orientação do ninho.Inúmeras práticas existem,baseadas no preparo dos ninhos,cujo fim consiste em fazer nascer ou machos ou fêmeas: são todas errôneas e desarrazoadas.Tambem é desarrazoada a crença de que só se deve deitar número ímpar de ovos.A forma dos ovos não influi no sexo dos pintos

PINTINHOS DEFEITUOSOS

images

PINTINHOS DEFEITUOSOS
Quem trabalha com incubação de ovos algumas vezes se depara com resultados indesejáveis na eclosão,como pintinhos com dedos recurvados ,paralisia e baixa eclosão.
Várias podem ser as causas destes fatores,normalmente contaminação de ovos,de matrizes e má nutrição.Também se imputa responsabilidade a condições inadequadas de temperatura,umidade relativa e viragem dos ovos na incubadora.
Porém,um aspecto quase sempre passa desapercebido ao criador na investigação do insucesso: Deficiência de Riboflavina,também conhecida como Vitamina B2 e Vitamina G.
É interessante considerar o que afirmam Maynard e Loosli em sua obra NUTRIÇÃO ANIMAL (pag.246-2ªedição-1974):
“ Em 1929,Norris e equipe descreveram um tipo peculiar de paralisia das pernas em pintos que eles tinham como provocada pela carência de uma vitamina não identificada.A paralisia,constatou-se mais tarde,era o sintoma mais característico da carência de Riboflavina nesta espécie.Nota-se que os pintos começam a andar sobre as juntas das pernas,com os dedos dos pés curvados para dentro(“paralisia dos dedos retorcidos”).As pernas ficam paralisadas,mas as aves,sob outros aspectos,parecem normais.Diarréia é outro sintoma observável nos pintos.Com poedeiras a carência de Riboflavina provoca queda na produção de ovos e índices incubatórios baixos.”
Estudos científicos indicam que para poedeiras um mínimo de 4,0 mg de Vitamina B2 por K de alimento consumido supre plenamente suas necessidades.
Este é apenas um pequeno exemplo da importância de uma nutrição adequada em qualquer criação.

ALIMENTAÇÃO DE GALINHAS CAIPIRAS

O conteúdo desta matéria destina-se aos pequenos criadores de galinhas em sistema não confinado,seja para produção de ovos ou de pintinhos .

INTRUDUÇÃO:

Resultados positivos em avicultura estão condicionados aos seguintes fatores: GENÉTICA,MANEJO,SANIDADE,PRODUTIVIDADE, e por último, o mais importante,NUTRIÇÃO.A nutrição é o fator mais importante porque incide direta ou indiretamente nos outros.Sem nutrição adequada não há sanidade,longevidade,boa transmissão genética e produtividade,resumindo não há lucro.

Todos os trabalhos,manuais,cursos e literatura pertinentes a que já tivemos acesso,ressaltam a importância deste item,porem com raras exceções ,abordam o assunto como um capítulo ou tópico,não entrando nos detalhes indispensáveis desta matéria.Invariávelmente orientam o criador a consultar um técnico especializado na área,como se estes profissionais se encontrassem disponíveis a qualquer um e com honorários acessíveis ao pequeno criador.O que tentaremos aqui,sempre pautados em fontes técnicas de conhecimento,é disponibilizar uma metodologia simples e ao alcance de qualquer um,que possibilite conduzir uma alimentação adequada para suas aves.A matéria é muito complexa e extensa,zootécnicos e outros profissionais da área utilizam programas de computador(softwares) que processam todas as informações e produzem resultados detalhados,porem são onerosos e difíceis de utilizar,é para os profissionais.Existem no entanto,métodos manuais práticos,com uso de uma simples calculadora e algumas tabelas, que embora mais trabalhosos,permitem a qualquer um com um pouco de paciência conseguir resultados,que se não tão exatos,plenamente satisfatórios para a finalidade a que se destinam.

Galinhas são uma das mais perfeitas conversoras de nutrientes primários em alimentos de primeira qualidade para o ser humano (carne e ovos),perdendo somente para a vaca leiteira.

É cientificamente comprovado que qualquer ser vivo destinado a produção tem exigências nutricionais que lhe permitam o desenvolvimento e a manutenção do próprio organismo e a produção,ao que se chama conversão alimentar.

Por definição em dicionário temos: RAÇÃO

ra.ção

sf (lat ratione) Porção de alimento que se calcula necessária para o consumo diário ou para cada refeição de uma pessoa ou de um animal. Dar de ração: dar alguma coisa por conta, peso e medida. Estar de meia ração: receber só a metade da ração ou dos vencimentos.

Quando se fala em ração,é comum logo se imaginar um saco cheio de substância desconhecida e repleta de componentes tenebrosos,hormônios e produtos químicos prejudiciais.Antes de entrarmos no assunto,é preciso rever TOTALMENTE este conceito,e se concentrar exatamente na definição pura e simples do que é ração.

Basicamente,as exigências nutricionais animais são determinas por : Energia Metabolizável/Proteína Bruta/Aminoácidos/Sais/Minerais/Vitaminas,em quantidades compatíveis entre sí,de forma a proporcionar equilíbrio destes fatores em qualquer porção do alimento ingerido,a isto se denomina BALANCEAMENTO.Formulações não balanceadas resultam em desequilíbrio nutricional,com resultados imprevisíveis.

Muitas são as possibilidades de alimentos a serem fornecidos para galinhas,porem por questões de disponibilidade,custo,conhecimento específico das propriedades,processamento e eficiência efetiva,no Brasil a nutrição avícola está fundamentada em três cereais : MILHO,SOJA e TRIGO,sendo o milho alimento fornecedor de energia,a soja fornecedor de proteína e o trigo,um pouco de cada e teor de fibras.O SORGO,possui propriedades nutricionais similares as do milho,com custo menor,porem para galinhas caipiras não consideramos esta aplicação,devido a ausência de xantofila e consequente descoloração das gemas,além de alguns efeitos negativos para a casca dos ovos.Para galinhas caipiras é desejável o fornecimento de verduras diversas,frutas,raízes e folhas,porem cabe observar que estes alimentos somente contribuirão para o incremento de xantofila , carotenos,algumas vitaminas e minerais porventura aí contidos,devendo ser considerado como um suplemento na alimentação e não como parte efetiva da mesma.Isto deve-se ao fato de ser praticamente impossível determinar exatamente os teores e características de conteúdos destes elementos.*Ao contrário do que se acredita,capins(com algumas exceções) não são benéficos e nem nutricionalmente aproveitáveis por galinhas,produzindo efeitos indesejáveis de digestibilidade ,prestando-se apenas a preservação do solo no local onde são criadas (Fonte:Embrapa).

CONHECENDO OS COMPONENTES NUTRICIONAIS:

ENERGIA:Para que serve?

Crescimento,produção de ovos,movimentos musculares,manutenção da temperatura corporal,respiração,trabalho do coração,funcionamento do aparelho digestivo,síntese de compostos e processos digestivos.

PROTEÍNAS: Para que servem ?

Formação de músculos,tecidos,sangue,penas,ovos,anticorpos,enzimas,hormônios,reposição de tecidos.

AMINOÁCIDOS: Para que servem ?

São moléculas orgânicas indispensáveis para a formação das proteínas,atravéz de suas ligações.Existem 23 tipos de aminoácidos formadores de proteínas,dos quais 13 são essenciais para aves.Estes,devem ser fornecidos na alimentação pois seu organismo não consegue sintetiza-los.São : Arginina,Fenilalanina,Glicina,Tirosina,Histidina,Leucina,Isoleucina,Lisina,Metionina,Treonina,Cistina,Triptofano e Valina.

MINERAIS: Para que servem ?

Fósforo: Formação de ovos,ossos,PH do sangue

Sódio: Pressão osmótica do sangue e PH dos fluídos corporais

Cloro: Formação do suco gástrico

Cálcio: Formação de ossos,casca dos ovos,esqueleto do embrião

Zinco: Metabolismo do fósforo,calcio e digestão de proteínas

Iodo: Funcionamento normal da tiróide

Manganês: Auxilia a utilização do fósforo.Sua deficiência causa embriões deformados

Potássio: Batimentos do coração

Magnésio: Auxilia o metabolismo do calcio e carboidratos.Seu excesso deve ser prevenido pois é tóxico.Por este motivo NUNCA se deve usar calcáreo dolomítico,que contem grande quantidade deste mineral.

Selênio: Sua deficiência inibe o crescimento

Ferro: Formação da hemoglobina,músculos,fígado,baço e rins

Cobre: Idem ao ferro

VITAMINAS: Para que servem ?

Vitamina A : Tecidos epiteliais,membranas,pigmentos da retina,visão perfeita,músculos normais

Vitamina E : Estrutura do cérebro,sistema reprodutor,paredes capilares,antioxidante

Vitamina K : Coagulação do sangue

Vitamina D : Metabolismo do cálcio e do fósforo,formação dos ossos

Vitamina B2(Riboflavina) : Sistemas enzimáticos do organismo.Sua deficiência ocasiona pintinhos com paralisia,atrofia , diarréia e problemas na penugem

Vitamina B1(Tiamina) : Deficiência causa pintinhos com polineurite (cabeça virada para trás)

Ácido Pantotênico: Metabolismo de carboidratos,proteínas e gorduras.Embriões de aves com deficiência apresentam hemorragia e mortalidade nos últimos dias de incubação

Ácido Nicotínico: Metabolismo de carboidratos.Avescom deficiência apresentam engrossamento dos joelhos,pernas arqueadas,crescimento e empenamento retardados.

Vitamina B6(Piridoxina): Metabolismo de aminoácidos.Deficiência causa problemas no sistema nervoso,convulsões e redução na postura e eclosão de ovos.

Vitamina B12: Deficiência causa crescimento retardado,baixa eclosão,alta mortalidade no sétimo dia de incubação e atrofia das pernas.

Biotina: Deficiência causa rachadura nos pés,baixa eclosão,bico de papagaio,membrana entre os dedos e alta mortalidade.

Ácido Fólico: Deficiência causa anemia.

EXIGÊNCIAS:

Uma vez esclarecido o que são componentes nutricionais e para que servem,deve-se considerar que galinhas tem exigências nutricionais detalhadamente conhecidas.Estas exigências são muito diferentes dependendo da fase de vida,peso corporal da ave,temperatura onde são criadas e se são de corte ou postura.Desta forma não existe ração “genérica” ou simplesmente ração inicial,crescimento,etc.Cada situação é particular e não pode-se fornecer alimentação sem uma análise mais detalhada, sob risco de estar fornecendo algo que a ave não precisa e deixar faltar algo indispensável.

Não se pode dar um tanto disto ou daquilo ou adotar receitas caseiras sem fundamentação técnica,isto pode comprometer todo o plantel.Não faça experiências com suas galinhas,os resultados podem ser desastrosos.Cabe notar que ração não é suplemento ou algo que se forneça uma vez ou outra como medicamento.É a alimentação diária e permanente que deve ser fornecida desde o primeiro até o último dia de vida da ave.Se for devidamente constituída fornecerá absolutamente todas as vitaminas,minerais,nutrientes e aminoácidos exigidos pela galinha,NENHUM suplemento como complexos de vitaminas,pó disto ou daquilo será necessário.Qualquer ave alimentada de forma diferente estará em defict nutricional,com sua produtividade,sanidade e longevidade comprometidos.Alterações importantes na alimentação fornecida ocasionam imediata redução na postura de ovos.

O pequeno criador tem duas escolhas:

Comprar ração comercial pronta ou fabricar sua própria ração.A prática mostra que a fabricação própria é a melhor opção,oferece custo 30% menor do que a comercial e proporciona garantia das propriedades da ração,o que nem sempre é confiável nas rações comerciais.Por mais renomados que sejam os fabricantes,as rações comerciais são formuladas por softwares num computador.Estes programas além de calcular e balancear todos os componentes da ração,também fazem a adequação pelo menor custo.Assim,analisam o custo de cada componente e podem substituí-los por eventuais similares,proporcionando “relativamente” as mesmas propriedades.Por exemplo,se o milho subir de preço,pode ser substituído pelo sorgo,com propriedades semelhantes,porém com zero de Xantofila.De qualquer forma,os níveis de garantia informados nos rótulos de rações,só podem ser confirmados mediante analise em laboratório.

A princípio produção própria de ração pode parecer algo muito complicado e trabalhoso,mas na verdade pode ser feita por qualquer um,sem necessidade de grandes conhecimentos e investimentos,levando-se em conta alguns fatores:

– Os ingredientes são facilmente encontrados em fornecedores locais e lojas de agropecuária.Basicamente são os seguintes: Milho moído,farelo de soja,farelo de trigo,calcário calcítico,fosfato bicálcico,sal comum,núcleo mineral/vitaminas.

– O processamento pode ser por um misturador de rações ou com enxada em piso sêco,dependendo da quantidade.Existem misturadores de pequeno porte cujo custo pode ser amortizado em 10 meses.

– Disponibilidade de fornecimento dos cereais.O principal é o milho,que deve ser de boa procedência,com boas condições de estocagem e umidade.Especial cuidado deve ser tomado neste aspecto,pois milho estocado em condições desfavoráveis desenvolve fungos,que produzem toxinas que podem matar galinhas.Tambem a granulometria da quirera é importante,pois partículas grandes na ração levam as aves a consumi-las seletivamente,deixando para trás os farelos,deve ser quirera fina.

– Não produzir ração em grandes quantidades,pois longos períodos de estocagem (+de 60 dias) ocasionam prejuízos para as propriedades nutricionais,preferencialmente guardar a ração em tambores com tampa ou mesmo caixas dágua de plástico tampadas.

– Acompanhar constantemente o custo de produção obtido.

– Sempre dispor de fornecedores alternativos para cada componente,nunca ficar na mão de um só.

FORMULAÇÃO E CONSUMO DE RAÇÕES:

Outras fontes também foram consideradas:

Sociedade Brasileira de Zootecnia/Lb.Degussa

Sergio Inácio Englert-1986-Eng.Agr.UFRS-Mestre em Ciência em Avicultura (Universidade Wisconsin)

COMPOSIÇÃO DAS RAÇÕES:

Existem vários métodos para se formular rações balanceadas,inclusive softweres que fazem estes cálculos rapidamente de maneira eficiente inclusive com o melhor custo,porém pelo preço só são viáveis para utilização quando se trabalha com grande variedade e quantidade de rações.Para o pequeno produtor o mais recomendável é a utilização do método do QUADRADO DE PEARSON , mais adiante explicado.

Antes de tudo é indispensável o conhecimento das exigências nutricionais específicas das aves ás quais a ração se destina,assim bem como das ofertas nutricionais dos componentes a serem empregados.Todas estas informações estão detalhadamente disponíveis nas TABELAS BRASILEIRAS PARA AVES E SUÍNOS (UFV/EDIÇÃO 2017),trata-se do documento mais completo sobre nutrição animal nas condições brasileiras disponível.

A seguir disponibilizamos estas informações para as várias fases de desenvolvimento de POEDEIRAS LEVES DE DESEMPENHO MÉDIO,assim como o método para balanceamento e cálculo de consumo por ave,ressaltando que para aves de corte os valores são diversos.Também convém considerar que existem núcleos(premixes de vitaminas,aminoácidos e vitaminas) específicos para atendimento de cada ração,porém para o pequeno criador,pela quantidade a ser utilizada em cada fase e dificuldade de disponibilidade comercial,sua utilização se torna desinteressante,assim optamos pela utilização de um único núcleo para todas (NÚCLEO POSTURA AC-50 AGROMIX),podendo também serem utilizadas outras marcas,desde que se conheça detalhadamente sua composição.A utilização de uma formulação única pode resultar em pequenos desvios,para mais ou para menos,no atendimeto das exigências,mas de forma geral cumpre o objetivo.

MIGRAÇÃO PARA HOMEOPATIA

 

NO CAMINHO DOS ORGÂNICOS

Como sempre opinamos, produto orgânico situa-se muito além de algo isento de agrotóxicos e processamento industrial, como muitos acreditam e alguns fazem crer.

A comercialização só pode ser feita como tal se o produto detiver certificação oficial de certificadora credenciada para este fim, caso contrário é propaganda enganosa, e, portanto crime previsto em nosso código do consumidor.

Adequação e procedimentos para se chegar à certificação orgânica incluem não somente aspectos de produção, mas até características sócio econômicas da propriedade, por exemplo.

A princípio, pode parecer tudo muito simples e fácil, mas é um processo extremamente complexo e certamente oneroso. Quando se dispõe dos recursos logísticos e financeiros necessários, certamente já se pode começar a atividade dentro dos padrões preconizados, caso contrário é um longo caminho até o objetivo e pode levar anos até que seja atingido.

Dando mais um passo em direção ao protocolo orgânico, a partir de março/2014 suprimimos totalmente a utilização de medicamentos alopáticos e produtos químicos industriais em nossa criação. Mantemos o calendário de vacinações obrigatórias por legislação pertinente e em consonância com o histórico de enfermidades eventualmente ocorridas na região.

Como agentes de desinfecção, continuamos como sempre utilizando a cal virgem, o hipoclorito de sódio e amônia quaternária.

No combate e prevenção a piolhos, vermes e moscas, foi suprimida utilização de Citrato de piperazina tetra hidratado (vermífugo) e Carbaryl/Cipermetrina (mata piolhos), substituídos pelo Fator Vermes&Moscas&Piolhos Aves® .

Na prevenção a doenças infectocontagiosas respiratórias e intestinais, além de doenças parasitárias, adotamos o Fator Infecções Aves®

A utilização de antibióticos e sulfas somente será considerada em casos de extrema emergência.

Para incrementar o processo imunitário do plantel, e aperfeiçoar o aproveitamento nutricional, promovendo incremento na ovopostura,introduzimos o Fator Pró Postura Aves®

 

Estes produtos são adquiridos diretamente do fabricante: ARENALES Fauna Flora – HOMEOPATIANIMAL® ,renomado laboratório de homeopatia para os mais diversos segmentos de produção animal.

Detalhes e maiores informações dos fatores e acesso ao fabricante estão disponíveis em link aqui

 

A implementação deste procedimento resulta num incremento da ordem de 0,5 % no custo da ração. Nossa expectativa é de que os resultados esperados, ela supressão de medicação alopática e incremento de postura resultante de maior imunidade das aves, além da isenção de carência para consumo dos ovos como é singular para medicações convencionais, revertam em custo benefício positivo.

Na verdade, estamos apenas subindo mais um degrau rumo ao nosso objetivo e agregando maior qualidade ao nosso produto, sempre em atenção ao consumidor que é nosso motivador.

WISDOM FOR HEN KEEPERS – CONHECIMENTO PARA CRIADORES DE GALINHAS

Recentemente publicado no Reino Unido (UK) o livro WISDOM FOR HEN KEEPERS,do renomado autor no ramo de avicultura alternativa,Chris Graham,traz 500 dicas práticas para quem já trabalha na atividade e principalmente para os iniciantes.Ainda não há edição traduzida da obra para o Português disponível,de forma que periodicamente,dentro das disponibilidades, publicaremos versão do material em nossa língua.Vale ressaltar que muitos termos e expressões da língua inglesa não oferecem tradução literal para o Português,e nem tem sentido se não consideradas no contexto da matéria,tendo então sido adaptadas , mantendo a originalidade da informação.Exemplo: “or it’s snowing..” – “ou se estiver nevando…”,o que não tem coerência para nossa realidade.O material será publicado sequencialmente via atualização periódica do presente post de acordo com a disponibilidade.Boa leitura !

 


INTRUDUÇÃO

Muito tem sido escrito sobre criação de galinhas através dos anos, variando de velhos e empoeirados livros a blogs online e bate papo no Twitter. Inevitavelmente, a internet desempenha um papel cada vez maior como fonte de informação, com vários fóruns confiáveis agora proporcionando ajuda e suporte honesto para os usuários criadores. Contudo, também é uma tremenda quantidade de informações incorretas, espalhadas por “especialistas do dia para a noite” que criam argumentos convincentes sobre avicultura. Em contraste, a ideia deste livro único é proporcionar uma fonte oficial para o avicultor iniciante. As 500 práticas e realísticas dicas irão guiar o leitor através dos princípios básicos para cuidar apropriadamente de suas galinhas, com consideração e o maior prazer.

 

COMEÇANDO COM GALINHAS

A popularidade da criação de galinhas em um quintal, seja em um local urbano ou rural, apresentou um aumento real durante a década passada. Com a crescente conscientização sobre nutrição e vida saudável, mais e mais pessoas estão exercendo a atividade, além de ser um divertido e interessante passatempo, manter um pequeno plantel de galinhas faz uma grande diferença no que a família come.Contudo,galinhas são um compromisso. Compreender a extensão da responsabilidade que você está assumindo pode fazer toda a diferença para o sucesso final do projeto.

ANTES DE VOCÊ COMEÇAR:

Dica 1: Pense nos benefícios

Como um passatempo, criar galinhas é uma tarefa árdua. É um passatempo totalmente envolvente para qualquer um que disponha de um quintal e tempo disponível. A instalação inicial não custa nenhuma fortuna, e nada substitui o sabor de um ovo fresco. É também uma atividade que pode ser mantida em vários níveis; desde que você pode manter apenas três galinhas em um pequeno quintal para um suprimento de saudáveis e nutritivos ovos. Opções mais comprometidas incluindo incubação e produção de pintinhos, produzindo lotes de raças específicas, ou mesmo exibindo suas aves em uma exposição de avicultura. Mas, primeiramente: Reflita longa e profundamente sobre em que nível você quer se comprometer.

 

Dica 2: Esteja preparado para trabalho duro

É muito importante considerar tudo que está envolvido em criar  galinhas devidamente. Muita gente entra na atividade impulsionada por uma onda de entusiasmo e o desejo de estar envolvido o mais rapidamente possível.As tentações certamente são grandes, com vários livros e diversas revistas incentivando você a ser criador e como é fácil ter suas próprias galinhas, e o quanto é agradável vê-las ciscando pelo quintal. Tudo isto, de fato, é verdade até certo ponto. Você não deve se iludir: Trabalho duro estará envolvido. Você precisa investir ambos, tempo e dinheiro para criar suas galinhas apropriadamente. Coisas darão erradas e corrigi-las pode ser dispendioso e muitas vezes complicado. Então é vital considerar a responsabilidade que você estará assumindo, e estar ciente de que a novidade pode passar !

 

Dica 3: Esteja certo de que você tem o capital necessário

Pode parecer uma coisa obvia de se dizer, mas um monte de pessoas subestima o custo para se começar com galinhas. Comprar as aves e toda a parafernália necessária para provê-las com um seguro e agradável desenvolvimento de vida custará algumas centenas de reais. Isto representa um significante investimento para muitas pessoas, e nunca pode ser considerado como algo que possa ser feito a baixo custo. Além do mais você precisará do capital necessário para ir em frente: É necessário iniciar com o pé direito! Se você for forçado a comprar as coisas em etapas então, pelo amor de Deus, compre todos os equipamentos antes e as aves por último. Você ficaria surpreso com o numero de pessoas que saem correndo e compram suas aves e só então pedem ao fornecedor local de equipamentos para avicultura que envie algum galinheiro e algumas telas. Esta, é claro, é a maneira completamente errada de fazer as coisas.

 

Dica 4: Procure conhecer alguns criadores

Tendo em vista que há várias escolhas para o iniciante no que se refere a raças e todos os equipamentos envolvidos em sua manutenção, certamente será necessário pesquisar antes de mergulhar de cabeça. Muitos que falharam neste particular, se arrependeram. Sei que é cansativo e requer paciência, mas ter uma ideia da atividade antes de começar realmente pode render dividendos. Existe uma grande profusão de informações úteis na internet e em livros e revistas, mas provavelmente a melhor opção é sair e conhecer criadores existentes. Você pode fazer isto visitando uma exposição agropecuária onde houver um estande de avicultura ou procurando em uma associação avícola local. Estas organizações estão repletas de criadores entusiastas que estarão dispostos a oferecer ajuda e orientação para aqueles que estiverem começando

 

AVALIANDO O SEU NÍVEL DE COMPROMETIMENTO

 

Dica 5: Seja realista quanto as suas expectativas para começar

É tudo muito fácil para começar a criar galinhas numa onda de entusiasmo quando o sol está brilhando e as aves estão cantando. Contudo as coisas podem parecer um pouco diferentes quando o clima muda e esfria e dias ensolarados são trocados por úmidos e ventosos. Mas é vital entender que as galinhas continuarão necessitando de cuidados diários, seja qual for o clima. Você não pode simplesmente ignora-las porque está chovendo ou fazendo muito frio. Sucesso na criação de galinhas tem tudo a haver com comprometimento, rotina e observação constante. Se você não está preparado para investir o tempo e o esforço necessários para desenvolver o trabalho essencial de criação envolvido, então repense  seus planos antes que seja muito tarde.

 

Dica 6: Facilite sua vida fazendo as coisas devagar

Começe devagar com sua nova atividade, por mais tentador que possa ser fazer aquele galinheiro enorme e comprar aquele monte de lindas aves. Faz muito mais sentido para iniciantes manter tudo em um nível manejável na primeira temporada. Você estará mais longe de enfrentar problemas de qualquer natureza com um pequeno galinheiro e apenas algumas galinhas híbridas. É muito melhor você se assegurar de que gostará de criar galinhas logo de início, não se comprometendo demasiadamente logo de cara. É muito menos intimidador, você assimilará cada aspecto do processo mais facilmente, mais rápido e mais acessível começando pequeno.


DICAS PARA O PEQUENO PRODUTOR DE OVOS E AVES CAIPIRAS

A produção de ovos e aves caipiras é normalmente desenvolvida por pequenos produtores.

Devido a suas características peculiares esta não é uma atividade para grandes produtores,tanto que poucos aí se aventuram e que certamente por seus procedimentos massivos e industriais acabariam desvirtuando o produto,transformando-o em apenas mais um ícone mercantil,sem a verdadeira essência do ovo e ave caipira.

Alguns anos de experiência nos permitem expor alguns conceitos que acreditamos serem de utilidade para o sucesso de quem já atua no segmento ou pretende iniciar:

* Como se trata de uma atividade mercantil onde se produz e se vende um produto,por menor que você seja tudo funciona como numa multinacional,em micro escala.Tudo deve ser cuidadosamente planejado e permanentemente gerenciado e registrado,sob risco de não se saber se a atividade está sendo compensadora e onde e o que corrigir ou melhorar.

* Sempre ter conhecimento técnico sobre a atividade: Ler muito,pesquisar em fontes fidedignas como universidades e orgãos do governo,fazer cursos (mesmo que estes em vídeo),trocar experiências e informações com outros produtores e pesquisa de mercado.

* Trabalhar com um produto realmente diferenciado,onde a qualidade deve primar.Produzir o que muitos já fazem é entrar num universo de competição onde certamente os grandes engolem os pequenos: Fracasso na certa !

* Mantenha-se pequeno e conduza o negócio de forma estável e sustentável.Não espere ficar rico criando galinhas ! Se a ambição prevalecer ,quebra com certeza.

* Criação não tem dia,hora ou feriado.Exige grande dedicação por parte de quem toca.Também não esqueça do ditado “O olho do dono é que engorda o boi”.Mesmo que disponha de mão de obra que o auxilie sua presença constante é indispensável.

* Ter paciência e persistência,na avicultura nada pode ficar para depois,mas muitas coisas acontecem devagar e os resultados não vem na hora,como por exemplo a conquista de mercado.

* Não fazer as coisas baseado em palpites de terceiros.Fundamentar suas decisões em conhecimento,assim poderá saber onde errou e como melhorar.

* Por menor que seja, para obter lucratividade investimento é indispensável.Não se pode colher sem plantar.Destaco alguns tópicos que julgo de importância:

1- Nutrição representa 70% do custo final do produto,aves ou ovos.A produção própria de rações pode reduzir seu custo em até 30%,mesmo com a aquisição de insumos no comércio.Assim 30% de 70% = 21% de redução no custo.Por muitos anos utilizei rações misturadas manualmente e pude constatar que por melhor que se faça a mistura não fica homogênea,reduzindo  a eficiência de aproveitamento nutricional da mesma.É jogar dinheiro fora.Existem no mercado alguns modelos de misturadores de ração de excelente qualidade com preços e condições que permitem sua aquisição.Obtive retorno do investimento em 10 meses.

2- Criar algumas galinhas no quintal não resulta em lucro,é só trabalho.Para uma produção que possa atender uma clientela com regularidade,indico um mínimo de 200 poedeiras com 15 galos e outro lote em desenvolvimento com 180 dias de diferença.Como o período produtivo de uma poedeira situa-se em +- 60 semanas (20 a 80),após isto torna-se mais interessante descartá-las(com lucro é claro) do que mantê-las produzindo com redução (+- 50%).Após isto será necessário repor o plantel com aquisição de novos pintinhos,o que certamente não fica barato.Um recurso interessante é a autonomia na produção de pintinhos,que pode proporcionar lucratividade adicional,vendendo-os com valor 700% superior ao de um ovo.Para isto é necessária a aquisição de uma boa incubadora.Não adianta comprar uma chocadeira “meia boca” que só trará arrependimento.

3- Na zona rural são comuns as panes no fornecimento de energia elétrica.No caso da incubação de ovos os prejuízos podem ser grandes,pois as concessionárias tem até 7 horas para restabelecer o fornecimento.Neste caso a providência de um gerador de emergência é indispensável.A perda de uma carga de incubação de 500 ovos,por exemplo,causa prejuízo maior do que o custo de um gerador.

4- Após nascerem,os pintinhos não podem permanecer na chocadeira ou nascedouro por muito tempo,e nem podem ser imediatamente transferidos para círculos de criação ou viveiros convencionais por serem muito delicados nos primeiros dias de vida,principalmente no que se refere a temperatura e correntes de ar.Um pinteiro/criadeira com aquecimento possibilitará condições ideais para os mesmos,que aí poderão permanecer por vários dias até a venda ou cria.O investimento compensa pela redução de perdas.

Finalmente é preciso ter em mente que nunca se sabe tudo e na avicultura cada dia é uma nova lição.Não tenha reservas em consultar pessoas que você julgue que tenham mais conhecimento do que você para expor e esclarecer suas dúvidas.A observação nos mostra que as as galinhas também podem nos ensinar bastante.

Boa sorte !

 

 

 

 

 

 

 

 




 


O SEGREDO DOS OVOS AZUIS E VERDES: GENÉTICA MAPUCHE (ARAUCANA)

 

A GALINHA MAPUCHE ARAUCANA

A galinha Araucana possui várias características que a fazem uma raça única no mundo. De fato, é uma galinha tão única que em 1914, ao ser apresentada Salvador Castello, diretor da Real Escola de Avicultura da Espanha, acreditou que estava descobrindo uma nova espécie, e a denominou Gallus inauris. A. A galinha Araucana era tão diferente, que uma pessoa com a experiência em avicultura de Castello, chegou a pensar que era outra espécie, dado que esta galinha era diferente em sua forma, em seu comportamento, além de algumas características únicas. Entre estas características únicas, chamou muito a atenção os brincos, geralmente localizados perto da abertura dos ouvidos, normalmente debaixo e atrás e em alguns casos no pescoço e na nuca.

Os brincos são na realidade uma deformação do canal do ouvido, que quando se projeta até o exterior do indivíduo, forma apêndices e pedúnculos epidérmicos, dos quais saem plumas, podem apresentar-se só de um lado ou de ambos. O tamanho pode ser variado, sendo como bolas grandes, ou tão pequenos que temos que procurar no canal auditivo para encontra-los, existindo muitas vezes diferenças entre um lado e outro: as vezes um é maior que o outro, mais frondoso, com distintas formas e direções ou localizados em diferentes alturas.

O gene dos brincos atua como um gene autossômico (não participa da determinação do sexo do indivíduo), além disso, é dominante e é um gene letal quando se apresenta homozigoto (quando os dois pais transmitem uma cópia do gene para sua cria, já que ela morre em sua casca entre os dias 17 e 20 de sua incubação). Assim aos exemplares que tem brincos, somente um dos pais transmitiu o gene. Este gene tem reentrância variável, ou seja, em um exemplar com brincos não importa se tem apenas um ou qual o tamanho, pois podem ocorrer todos os tipos de brincos, direitos esquerdos, grandes, pequenos, assimétricos, etc. O importante é que tenham o gene. Os exemplares com brincos também podem morrer quando pequenos, uma vez que a deformação muitas vezes lhes traz complicações internas.

Ao cruzar dois exemplares com brincos, morrerão 25% dos pintinhos na casca, porque receberam duas cópias do gene, cerca de 30% sairão sem brincos e 50% terão brincos. De todos os modos morrerá uma parte deles na casca porque às vezes os brincos nascem dentro do crâneo, outra parte deles morrerá fora da casca por problemas internos causados pelos brincos ao formar-se.

Ao cruzar um exemplar com brincos com um sem brincos, 50% de suas crias não terão brincos e os outros 50% terão, porem uma parte deles morrerá pelos mesmos motivos.

Ao avaliar os dois cruzamentos, se deu conta que quando: “se cruza dois exemplares que tem brincos entre si” e “se cruza um exemplar que tenha brincos com um que não os tenha”, se obtém o mesmo número de exemplares com brincos em sua descendência, porem muda o número de exemplares sem brinco.

As patas e tarsos verdes são uma das características próprias da galinha Mapuche Araucana, ainda que também de outras raças não aparentadas com ela. Esta cor se deve principalmente a interação de dois genes. O primeiro gene é o da presença de melanina na endoderme dos tarsos “id+” (cujo antagonista “ID” determina a ausência de melanina nos tarsos e é dominante sobre a presença de melanina na endoderme dos tarsos)

Este gene da presença de melanina nos tarsos está ligado ao sexo. O outro gene necessário para formar as patas verdes é o gene da pele amarela “w” (seu antagonista “W” “W”, da pele branca é dominante sobre a pele amarela, também existe um gene recessivo de pele branca, ainda que menos comum).

A cor da pele amarela ou branca determina a cor da epiderme.

Ao interagirem estes genes produzem tarsos ou patas verdes. A presença ou ausência de melanina se determina pelos genes “id+” e “ID” respectivamente. Então o gene “id+” (presença de melanina na endoderme dos tarsos) ao interagir com pele amarela “w” “w”, resulta na cor verde, porem quando interage com o gene “W” “W”, pele branca, gera patas de cor ardósia, azul ou cinza.

Existem distintos genótipos das patas. Deve-se lembrar de que cada indivíduo possui duas cópias de genes para um mesmo traço, um transmitido pelo pai e outro pela mãe.

Temos os seguintes tipos:

Id+/id+  +  w/w   = Patas verdes

Id+/id+  +  W/W = Patas ardósia, cinzas e azuis.

ID/ID      +  w/w = Patas amarelas

ID/ID      +  W/W = Patas brancas e rosadas

Id+/ID    +  w/w  = Patas amarelas

Id+/id+   + w/W  = Patas ardósia, cinzas e azuis.

Também é importante saber que existem padrões de plumagem que modificam a cor das patas, como a plumagem Barrado, cor de trigo, salpicado, mosqueado e flor de aba. Além disto, a cor bétula modifica cores muito escuras.

O gene de presença de melanina “id+” não é o único, também existem mutações do mesmo como “idM” e “Eei”,responsável pelas cores cinza claro e verde salgueiro. Por outro lado existe o gene “ida “que produz patas com pontos verdes, as quais podem ser patas brancas com pontos pretos ou cinzas ou amarelas com pontos verdes, dependendo da cor da pele”“.

O gene de presença de melanina nos tarsos está ligado ao sexo. Os galos se representam com seus cromossomas ZZ e as galinhas com ZW (assim como os homens humanos se representam com cromossomas XY e a mulher XX). O gene “id+” ou presença de melanina nos tarsos se liga ao cromossoma  Z ou W. Então o gene ligado a um cromossoma  Z  jamais se transferirá ao cromossoma  W  e vice versa.

 

OS OVOS AZUIS E VERDES

 

Uma das principais características das Araucanas é a coloração azul de seus ovos. Esta coloração se deve ao depósito de pigmentos derivados da bílis, particularmente a Biliverdina. O pigmento se concentra no aparelho de postura de ovos e se deposita no carbonato de cálcio que forma a casca do ovo. Por esta razão, a casca dos ovos é azul, tanto por dentro quanto por fora, em contraste com os ovos castanhos e marrons, que tem esta cor só por fora, posto que por dentro sejam brancos. Os ovos verdes se devem a combinação destas duas cores, primeiro a coloração azul forma a casca e a pinta por dentro e por fora, para depois serem tingidos só por fora com a cor marrom, a combinação de diferentes intensidades de azul com diferentes intensidades de marrom, interagem para das diferentes tonalidades de verde.

A coloração azul é dada por um gene Dominante Autossômico (cromossomo cujos genes não participam da determinação do sexo), ou seja, o gene se transmite facilmente e independe do gênero do exemplar. O gene interage de forma bastante complexa com os genes de outras colorações de ovos. Assim explicarei de forma sucinta como se transmite o gene do ovo azul.

As crias podem ter o gene do ovo azul, transmitidos apenas por um de seus pais ou por ambos.

Explico com uma simbologia própria para facilitar o entendimento: Ao gene do ovo azul denominaremos “A”, de azul e ao gene do ovo não azul denominaremos “n”. Ainda que a verdadeira letra com que se denomina o gene do ovo azul seja “O “,modificamos para facilitar a explicação.

Vamos diferenciar três tipos de indivíduos:

“AA“ – Seria um indivíduo com duas cópias do gene do ovo azul, uma transmitida por cada um dos pais, ou seja, seria homozigoto (indivíduo que herda de ambos os pais genes iguais para a mesma característica) para o gene do ovo azul.

“An” _ Seria um indivíduo com apenas uma cópia do gene do ovo azul, transmitida por apenas um de seus pais, ou seja, seria heterozigoto (estado em que um indivíduo é dotado de formas alternativas de ocorrência de um gene) para o gene do ovo azul.

“nn” _ Seria um indivíduo que não possui nenhuma cópia do gene do ovo azul, nenhum de seus pais lhe transmitiu o referido gene, ou seja, seria homozigoto para o gene de ovos não azuis.

Este três tipos de indivíduos “AA”, ”An” e “nn” podem resultar apenas estes seis tipos de interações. Aos cruzamentos representaremos com X.

Cruzamento 1: “AA” X  “AA”

100% das crias serão “AA” e homozigotos para o gene do ovo azul. Todas as crias produzirão ovo azul.

 

Cruzamento 2: “AA” X “An”

50% das crias serão “AA”

50 % das crias serão “An”

Todas as crias produzirão ovos azuis

 

Cruzamento 3: “AA” x  “nn”

100% das crias será “An”

Todas as crias produzirão ovos azuis

 

Cruzamento 4: “An” x “An”

25% das crias serão “AA”

50% das crias serão “An”

25% das crias serão “nn”

75 % das crias produzirão ovos azuis

 

Cruzamento 5: “An” X “nn”

50% das crias serão “An”

50% das crias serão “nn”

50% das crias produzirão ovos azuis

 

Cruzamento 6:  “nn” X “nn”

100% das crias serão “nn” _ Nenhuma produzirá ovos azuis

Dúvidas frequentes:

_ Uma galinha que nasceu de um ovo marrom pode por ovos azuis?

 

Resposta: Sim, quando apenas o pai tenha transmitido o gene do ovo azul. Isto se explica pelos cruzamentos 3 e 5

 

_ Uma galinha que nasceu de um ovo azul pode por ovos marrons?

Resposta: Sim, quando a mãe tenha recebido o gene do ovo azul por parte de apenas um dos pais e o pai não tenha o gene do ovo azul, ou seja, mãe “An” e pai “nn”. Isto se explica pelos cruzamentos 4 e 5

 

*Este documento foi criado e redigido por nosso irmão em Chile Gonzalo Carvajal (kollonco araucano), a quem muito agradecemos, para fornecer a outros criadores informação de utilidade  da raça Mapuche Araucana com finalidade de fomentar o resgate e restauração da galinha Mapuche Araucana e a criação seletiva da apreciada raça.

Versão em português traduzida em www.ovocaipira.eco.br

 

 

 

OVOS CAIPIRAS ANA MARIA BRAGA

Como já comentamos em post anterior (veja AQUI),iniciativas de empresas de destaque no setor de ovos caipiras são de se esperar.A Porto Alimentos está colocando no mercado o produto com a marca Ana Maria Braga.

A primeira vista parece uma ótima jogada de marketing(aí não se sabe quem paga royalties a quem),tendo em vista  o expressivo destaque que a Ana tem na mídia.O que parece ser um casamento bem sucedido pode ser tambem uma faca de dois gumes.A vinculação tão estreita de um produto ao nome de pessoa pública ativa,e vice versa,pode trazer riscos mútuos.

Personalidades do meio artístico são notoriamente suscetíveis a ocorrências sociais negativas,podendo ter sua imagem detonada num piscar de olhos,arrastando consigo qualquer associação.

Por outro lado,avicultores brasileiros navegam em mares revoltos,expostos aos ventos e correntes do mercado de grãos e insumos,demanda volúvel e concorrência nem sempre leal,estando portando sujeitos a naufrágios e quebradeiras.Tome-se como exemplo um mega frigorífico que recentemente abandonou centenas de produtores integrados a própria sorte.Nesta desventura,quem estiver ligado vai junto.

No mais, a iniciativa tem o lado positivo de promover o produto de forma geral,e o que a princípio pode parecer um aumento na concorrência é na verdade um bônus de divulgação em poderosa mídia.

Boa sorte a ambos !

 


MEGA EMPRESÁRIOS DESCOBREM O OVO CAIPIRA !

Big Boss

Os mega empresários descobriram o nicho comercial que os ovos caipira sempre representaram,e nunca foi levado a sério (aqui no Brasil).Só resta esperar que com sua ganância desenfreada por dinheiro não “industrializem” esta atividade,deturpando-a.Este filão sempre pertenceu aos pequenos produtores,que sempre lutaram sozinhos para conduzir a atividade,a despeito da falta de apoio das nossas autoridades do setor.CLIQUE  “AQUI” PARA VER A MATÉRIA NA ÍNTEGRA.

EXCLUSIVIDADE COM SUPERMERCADOS SAN MICHEL

                                                                                     FIRMAMOS ACORDO COMERCIAL COM A REDE DE SUPERMERCADOS SAN MICHEL DE POÇOS DE CALDAS-MG PARA PRODUÇÃO EM EXCLUSIVIDADE,ASSIM A PARTIR DE 01 DE SETEMBRO DE 2013, NOSSOS OVOS SERÃO ENCONTRADOS EXCLUSIVAMENTE NAS LOJAS DESTA REDE. 

A QUESTÃO DO PASTO PARA GALINHAS CAIPIRAS

Realmente uma bela imagem de se ver!

A manutenção de pastagem para galinhas criadas em sistema colonial, ou caipira, soltas a campo, é invariavelmente preconizada nos manuais e literaturas afins, de forma que se tornou uma prática generalizada, raramente contestada ou analisada de maneira objetivamente técnica, permanecendo mais no “faço, mas não sei por que” do que no “faço porque é benéfico para minhas aves”.

Transcrevo a seguir, na íntegra, parecer emitido por especialista da área sobre o assunto:

 

Complementando com mais informações. A galinha sendo um animal monogástrico [diferentemente dos bovinos – ruminantes], tem dificuldades em quebrar/digerir as fibras dos verdes (gramíneas, capins possuem altos teores de fibra), portanto a sua ingestão trará poucos benefícios nutricionais, além de poder intoxicar as aves. As forrageiras consumidas pelas aves são muito pouco aproveitadas, devido a sua quase inexistente digestão fermentativa no trato gastrointestinal. Dessa forma, o consumo destes alimentos fornece somente alguns poucos nutrientes e, principalmente, os pigmentantes chamados de carotenoides. Estes pigmentantes imprimem algumas características desejadas aos produtos, como ovo com gema mais vermelha e pele dos frangos mais amarelada. Outros alimentos, como a abóbora e o mamão também são ricos nestes pigmentantes. Assim, fundamental para o sucesso da utilização de gramíneas na produção de aves é a sua rusticidade e tolerância ao pastejo das aves.

Os verdes, frutas e verduras as aves aproveitam os pigmentantes naturais para pele e gema dos ovos, principalmente e devem ser fornecidas as aves como suplementação e não como base da alimentação, pois o objetivo principal da pastagem é proteção vegetal [dos piquetes].

Então, pelas aves terem estas dificuldades de quebrar fibras dos verdes, o produtor deve fornecer alimentação/ração balanceada à base de alimentos que facilitem a digestibilidade pela ave. Tradicionalmente utiliza-se milho e soja como fontes de energia e proteína respectivamente, mas em diferentes regiões do Brasil, pode-se haver a produção de alimentos alternativos, que eventualmente podem ingressar na formulação desde que avaliado seus fatores anti-nutricionais presentes:

Ex de alguns fatores antinutricionais encontrados em alimentos alternativos:
– Despigmentação da pele e gema do ovo,
– Princípios tóxicos para as aves
– Inibidores de enzimas (caso da soja integral sem processo térmico ou químico)
– Excesso de fibras

Embrapa Suínos e Aves

Pelo que se pode concluir, na verdade a ingestão de capins pelas aves, longe de ser benéfica e um suplemento vantajoso para a nutrição balanceada, constitui até certo risco e fator negativo no aproveitamento dos nutrientes da ração, uma vez que o elevado conteúdo de fibras dos capins (26/30% – Fibra máxima recomendada para aves 5%) precipita sua passagem pelo trato digestivo, além do diminuto teor de proteínas, que fica ente 3 e 10%. Fica então na esfera da utopia aquela apregoada “força do capim verde, cheio de nutrientes e vitaminas…”, pois o fornecimento de ração balanceada de primeira qualidade, em quantidades adequadas supre totalmente as necessidades da ave.

Desta forma da pastagem só se aproveita mesmo algum conteúdo de carotenóides, benéficos para as características organopléticas de ovos e carne e que podem perfeitamente ser supridos pela oferta de legumes e outros vegetais com maior teor de xantofila, menos fibras e maior conteúdo nutricional, conforme sugerido acima. Pretender manter um plantel de poedeiras com desempenho produtivo e condições físicas satisfatórias, comendo milho e capim, é ingenuidade ou desinformação.

A manutenção de pastagem destina-se então mais para preservação do solo do que para trazer benefícios nutricionais para as aves. É romântica a imagem de belas galinhas passeando em parques gramados, porem pelo seu hábito natural de ciscar, cavoucar e revirar o solo em busca de larvas e insetos, na prática é quase impossível manter estas pastagens por longos períodos. Mesmo observando-se  densidade de lotação superior ao determinado pelo MAPA (Ofício Circular/DIPOA n° 60/99) de 3m2/ave de área no piquete, galinhas ao contrário de ruminantes que só comem as folhas do capins, literalmente extirpam as raizes,mesmo em capins de enraizamento profundo, sem contar com os períodos de estiagem e geadas.

Pela experiência o que nos pareceu praticável e vantajoso foi o seguinte:

*Manutenção de piquete com área disponível de 3m2/ave ou mais se possível,arborizado,preferencialmente com algumas espécies frutíferas pouco exigentes (amora, goiaba),além de preservação da vegetação de capoeira nativa (assa peixe,rebentão,capoeira branca,alecrim,etc..)

* Fornecimento de verduras, restos de culturas,legumes,frutas descartadas ou passadas( Segundo informação técnica 6g/ave/dia de verdes são suficientes).Por orientação de renomado autor da matéria, fornecemos em boa quantidade bananeiras (folhas frescas,tronco e frutos),com ótima aceitação pelas aves. Pelo conteúdo de tanino este vegetal poderia apresentar algum efeito negativo no processo digestivo, porem na prática vem sendo usado há anos sem que se observe qualquer indício destes efeitos, além do que o tanino é reconhecidamente vermífugo natural e antidiarreico.

Observamos também que a manutenção do piquete com capoeira, propiciou ótimo ambiente relativo ao conforto animal, onde as aves estabelecem grupos e famílias, sem comportamento de disputa entre galos, estabelecendo territórios e locais de preferência. Na fase inicial de postura, no entanto é necessária constante vigilância no piquete, evitando a formação de ninhos e permanência de ovos em moitas e buracos. Dentro de pouco tempo as poedeiras ficam “educadas” e passam a frequentar normalmente os ninhos no abrigo.

Por se tratar de assunto controverso e pouco discutido em bases tecnológicas, opiniões, estudos e contribuições informativas são bem vindos pelo e-mail de contato.

DESEMPENHO DE POEDEIRAS CAIPIRA

DESEMPENHO DE POEDEIRAS CAIPIRAS

Financeiramente a alimentação é o principal fator na viabilização e lucratividade na produção de ovos, correspondendo a 70% do custo de produção.

Os fornecedores de aves para desenvolvimento disponibilizam tabelas de desempenho e manuais de manejo, que na verdade são apenas orientativos , genéricos e deficitários em informação, não podendo ser tomados ao pé da letra.

A nutrição determina diretamente a produtividade, qualidade do produto, sanidade e longevidade produtiva do plantel, assim não pode ser conduzida de forma aleatória.

 DEFINIÇÃO DE RAÇÃO (dicionário AULETE): Porção balanceada de alimento, distribuída em quantidade suficiente para garantir o bom funcionamento do organismo.

Assim, devemos considerar que algumas gramas a mais ou a menos farão enorme diferença nos resultados almejados e consequentemente na lucratividade final.

A nutrição animal é matéria extremamente complexa e objeto de pesquisa e desenvolvimento constantes para milhares de profissionais da área em dezenas de países, apresentando-se assim de forma distante e inacessível ao leigo e pequeno produtor. No entanto, com o advento da disponibilização global do conhecimento, com um pouco de empenho e boa vontade é possível obter resultados práticos por meio da avaliação destas informações.

As necessidades nutricionais animais estão condicionadas a inúmeros fatores e variáveis tais como peso corporal, linhagem, idade, temperatura ambiente, manejo e outras mais. Desta forma não se pode generalizar o alimento fornecido, devendo-se adequá-lo e quantifica-lo conforme as condições específicas para cada caso.

Grande parte das informações disponíveis para nutrição de aves está fundamentada em tecnologia de países da América e Europa, para condições totalmente diferentes das nossas no que se refere a características dos nutrientes, linhagens e condições climáticas. A Universidade Federal de Viçosa, através de seu Departamento de Zootecnia desenvolveu o documento Tabelas Brasileira para Aves e Suínos (disponível na página TECNOLOGIA), especificamente para condições presentes em nosso país. Ao leigo como eu,a primeiro vista este material apresenta-se extremamente complexo e de difícil entendimento, mas não é necessária formação acadêmica para daí se extrair importantes informações de uso prático.

As informações das tabelas de desempenho e nutrição de fornecedores de aves limitam-se a informar estimativas de consumo de ração e produtividade, não detalhando porem as propriedades nutricionais da ração a ser fornecida, assim é necessário saber exatamente quais as exigências das aves conforme suas características,idade,peso,etc..

A ração deve conter de forma equilibrada, daí o nome ração balanceada, todos os nutrientes indispensáveis para a mantença e produção do animal, energia, proteínas e complemento vitamínico/mineral, além dos aminoácidos essenciais. Na prática, numa ração devidamente balanceada, os principais parâmetros práticos para avaliação serão: energia metabolizável e conteúdo de proteínas, que estando devidamente atendidos suprirão adequadamente as exigências da ave.

A energia metabolizável é mensurável em Kcal/kg e a proteína em % de conteúdo/kg.

Assim no momento de adquirir ou produzir ração para suas aves o produtor deverá analisar detalhadamente suas necessidades, pois o consumo e os resultados estarão diretamente condicionados a estes fatores. Não adianta comprar rações meramente pelo preço, sem antes avaliar devidamente sua composição e conteúdo.

Com as Tabelas Brasileiras ( DISPONÍVEL EM “TECNOLOGIA”) pode-se de modo prático verificar se as necessidades estão sendo supridas. A tabela 48(pag.113),por exemplo, apresenta as exigências para poedeiras semipesadas nos parâmetros de energia metabolizável/ peso corporal/temperatura/consumo de ração. As exigências de energia metabolizável estão condicionadas a três níveis diferentes de temperatura (tabelas 38 e 44): 16,21 e 26 graus centígrados, respectivamente. Analisando a formulação da ração que se pretender utilizar, facilmente se verificará se está adequada e quais os níveis de fornecimento aplicáveis.

Para que se consigam resultados vantajosos de um arraçoamento eficiente é indispensável que o produtor mantenha rígido controle dos números envolvidos como registro de postura, peso das aves, fornecimento de ração, idade, que servirão de ferramenta para avaliação de desempenho.

 

O gráfico anexo mostra comparação entre resultados esperados informados pelo fornecedor e resultados efetivamente conseguidos, monitorados de 0 a 60 semanas, em um lote específico de poedeiras (Ovos Azuis). Cabe ressaltar que no caso em questão estas poedeiras não apresentam uniformidade de porte devido a miscigenação de linhagens em sua origem, assim para consideração de peso corporal é necessário estabelecer uma média para o lote. O fornecimento efetivo de ração obedeceu aos parâmetros para aves com peso médio de 1,8 kg, 300 Kcal/ave/dia, temperatura de 21 centígrados. Observa-se que nas fases inicial e crescimento (até 20 semanas) ocorreu significativa diferença a menor entre as quantidades de ração fornecidas e sugeridas e já na principal fase produtiva (30 a 60 semanas) um notável incremento na produção de ovos. Acreditamos que os valores previstos pelo fornecedor sejam correlatos a ração com teor energético de 2700 Kcal/Kg, quando a que utilizamos apresentam 2850 Kcal/Kg, daí a importância da adequação nutricional.

Oportunamente serão reportados resultados subsequentes a 60 semanas

 

 

 

A GANÂNCIA DOS VAREJISTAS ! VEJA COMO OS SUPERMERCADOS SÃO BONZINHOS………

Supermercados repassam ovos ao consumidor com até 300 % de aumento!

VEJA NO OVO SITE AQUI

Fato inexplicável visto que na maioria dos casos a mercadoria é colocada em consignação pelo distribuidor,ou seja é reposta em caso de vencimento ou problemas com qualidade.Assim o risco comercial do varejista é pequeno,resumindo-se ao custo operacional para venda,na verdade uma posição bem cômoda.

Veja porque os ovos estão mais caros,assista ao vídeo aqui

Reflexão:

Em nossa modesta opinião,na avicultura brasileira sobra dinheiro,ou falta inteligência:

Como o mega produtor citado na matéria do link acima já declarou em entrevista anterior na Globo,no início de 2013 chegou a vender sua produção abaixo do custo,com enormes prejuizos.

Daí pode-se concluir que:

Falta planejamento e previsão,visto que os produtores brasileiros foram pegos de surpresa com os expressivos aumentos do custo dos insumos de nutrição (milho/soja).Aliado a isto,por economia agora estão incluindo sorgo na ração em substituição ao milho,o que por informações  fidedignas reduz o tempo de manautenção de qualidade dos ovos.As reclamações já são muitas como pode-se ver pela mídia.

Por ganância comercial aumentaram desmesuradamente o alojamento de poedeiras,ocasionando desequilíbrio na demanda de mercado (oferta/procura)  com consequente queda nos preços,sendo então obrigados a trabalhar no vermelho.

A manutenção de um mercado equilibrado,sem os efeitos “gangorra” seria salutar para o produtor,para distribuidores e varejistas e finalmente para o consumidor.

Assista este vídeo e veja se não temos razão

CRIAÇÃO DE GALINHAS CAIPIRAS

Quando vamos ao comércio comprar os alimentos que consumimos no dia a dia,dificilmente atentamos para detalhes como por exemplo conhecer sua origem.

As estatísticas oficiais apresentam números surpreendentes sobre o que comemos em nosso país.

O termo agricultura familiar logo nos remete para a imagem do caipirinha com sua rocinha de feijão,milho,porquinhos no mangueiro e galinhas ciscando no terreiro.

Acompanhe os dados a seguir e veja que impressionante:

A agricultura familiar responde por

37,8 % do Valor Bruto da Produção Agropecuária

84,0 % das propriedades agropecuárias

60,0 % da produção de todos os alimentos

87,0 % da mandioca

70,0 % do feijão

46,0 % do milho

38,0 % do café

34,0 % do arroz

60,0 % do leite

59,0 % dos suinos

50,0 % das aves

30,0 % dos bovinos

*Para informação detalhada clique aqui

No Brasil existem orgãos e programas específicos ao desenvolvimento da agricultura familiar como Pronaf,Conab,além de entidades de pesquisa e extensionismo,Embrapa e Emater,como exemplos.

Embora estas iniciativas sejam de larga e social abrangência,é nossa visão pessoal que na prática os benefícios a que se destinam produzir percorrem um longo e burocrático caminho até objetivamente chegarem aos que realmente os necessitam e utilizam.Digam o que disserem,é complicado.

Os realmente pequenos produtores,que não são poucos,que quiserem auferir uma renda complementar ou mesmo principal com a atividade agropecuária,devem ter em mente que se optarem por produtos convencionais tradicionalmente produzidos por outros produtores de maior porte,cairão na mesmice e invariavelmente estarão fadados ao insucesso.

Como a produção em pequena escala não condiz com investimentos expressivos como mecanização e infraestrutura de importância,certamente se quiser por exemplo produzir arroz ou batata com objetivos comerciais,será “engolido” pelos que podem produzir em maior escala e portanto com melhor relação custo/produção,com preços de venda mais competitivos.

Como já é de amplo conhecimento,os alimentos ditos “diferenciados”,a exemplo de países da Europa e da América do Norte,também aqui vem mostrando um crescente interesse por parte do consumidor.

Exatamente aí encontra-se um nicho de mercado para o pequeno produtor,visto que pela característica artesanal de sua produção fica aquém dos interesses e possibilidades dos médios e grandes produtores,constituindo assim uma reserva de mercado favorável aos pequenos.

Cabe observar que no Brasil já existem,ainda que  tímidas,iniciativas governamentais de fomento para a modalidade.

  • Dentre várias possibilidades consideramos a produção de AVES E OVOS CAIPIRAS,ou até ORGÂNICOS (mais complexo),como boa alternativa pelos seguintes fatores:
  • Baixo investimento
  • Baixo risco
  • Tecnologia disponível
  • Alto valor agregado(lucratividade líquida superior a 50 %)
  • Boa comercialização com demanda favorável
  • Baixo custo de mão de obra (produtor e familiares,jovens e mulheres dão conta)
  • Pequena necessidade de infraestrutura e área para produção
  •    É porem indispensável ao produtor ter em mente alguns princípios básicos,preconizados por especialistas e confirmados na prática:
  • Na avicultura tudo funciona como um circulo fechado formado por elos como numa corrente,onde qualquer rompimento compromete toda a ação.
  • Planejamento (nada acontece por acaso)
  • Dedicação (galinha não tem domingo,feriado,preguiça,chuva ou frio,dia ou noite)
  • Persitencia (as vezes dá vontade de largar tudo)
  • Paciência(o lucro não vem na hora)
  • Conhecimento (estudo e pesquisa da atividade,adquirir prática)
  • Administração (tudo deve ser levado na ponta do lápis)
  • Gerenciamento(o dono deve estar presente,não pode deixar na mão dos outros)
  • Gostar da atividade (se não gostar,nem comece !)     
  • O produtor deve saber que a avicultura constitui-se por várias atividades,que embora intimamente interligadas tem características diferentes,assim criar pintinhos é uma coisa,criar galinhas outra,e finalmente vender a produção,outra.  
  •   A comercialização do produto,que seria o elo final da cadeia e objetivo final de todo o trabalho é operação extremamente delicada e que exigira grande empenho e jogo de cintura por parte do produtor.É preconizado que exista apenas um intermediário entre o produtor e o consumidor final,sob pena de intermediários ficarem com grande parte do lucro.Neste processo,as vendas informais onde o produtor acessa diretamente o consumidor,seja em feiras livres,de porta em porta ou no local de produção,embora possam significar uma maior lucratividade pela supressão de intermediário,trazem o incoveniente de não oferecerem uma regularidade mínima para fornecimento,o que pode comprometer o fluxo produtivo.De qualquer forma as vendas clandestinas ou “por baixo do pano” são desaconselháveis.As melhores condições comerciais serão encontradas em redes de supermercados de bom nível que detenham uma clientela exigente quanto a qualidade.Para isto o produtor deverá regularizar sua produção junto aos orgãos fiscalizadores municipais ou estaduais em sua área de atuação (é complicado,mas dá para fazer).Para isto deverá procurar o escritório ou representante na sua cidade para se informar.O produtor não precisa torna-se empresário para vender seu produto,basta obter a inscrição de produtor rural PF na SEF do município e poderá emitir normalmente as notas  fiscais do produto,que serão logicamente exigidas por seus clientes.
  •    Como ponto de partida o produtor terá que decidir que rumo tomar:Produzir ovos, ou aves para abate,pois se optar pelos dois logo se convencerá da inviabilidade na prática,visto a diversidade das modalidades de produção e processamento. No caso do abate como o retorno é mais rápido a primeira vista pode parecer mais vantajoso e tentador,porem as formalidades e investimentos com infraestrutura são infinitamente maiores e mais complexas e geralmente fora do alcance do micro produtor.Assim,a produção de ovos se apresenta como alternativa mais vantajosa.                                                        Uma alternativa interessante é a comercialização atravez de cooperativas ou associações porventura presentes na região onde o produtor se encontrar,o que facilita bastante toda a atividade,proporcionando acesso a assistência técnica,subsidio a insumos e escoamento da produção.Neste sentido em algumas regiões já existem iniciativas de sucesso em atuação,caso contrário o produtor terá mesmo que se virar sozinho.                                        No decorrer dos anos conseguimos amealhar um considerável acervo composto por literatura adquirida,vídeo cursos,manuais e pesquisas sobre tudo que se refere a avicultura colonial ou caipira.O que pudemos concluir foi que a maioria do material disponibilizado com poucas exceções,não contempla todos os aspectos relativos ao aprendizado.Algumas obras abordam o manejo e esquecem a nutrição,outras priorizam o manejo e trazem pouca informação de nutrição e sanidade.Além disso as informações são muitas vezes conflitantes,de forma que para se conseguir um bom nível de informação é necessário acessar diversas fontes e ponderar o uso das informações aí conseguidas.                                                                A EMBRAPA é a principal entidade brasileira a oferecer apoio tecnológico a esta atividade,com núcleos de pesquisa e ótima disponibilização de material pertinente.Gentilmente nos forneceram um manual para criação de galinhas caipiras,que após analise consideramos como o material mais abrangente,completo e prático para orientação ao pequeno produtor podendo ser um verdadeiro “livro de cabeceira”.
  • Clique aqui,acesse e baixe                                                                                   BOA SORTE !

MINHAS GALINHAS ESTÃO CHOCAS !

 

FISIOLOGIA DO CHOCO

O período de choco é observado quando há declínio na produção de ovos em uma galinha e início do período de incubação associado com a redução no consumo de alimentos.

De modo natural todas as aves apresentam o choco, no entanto, ele tem sido raramente observado em linhagens industriais de galinhas poedeiras devido à seleção genética a que foi imposta na busca de maior rentabilidade com o aumento na produção de ovos.

Endocrinologia do choco

Durante o período do choco, as concentrações plasmáticas de gonadotrofinas estão muito baixas e ocorre regressão do ovário em virtude da redução da fotossensibilidade hipotalâmica. A queda da fotossensibilidade determina uma baixa na liberação de GnRH pelo hipotálamo e uma subseqüente queda na liberação de LH e FSH pela hipófise.

A queda de FSH e LH e o baixo estímulo das camadas de células da teca e da granulosa, onde os androgênios, estrogênios e progesterona são sintetizados, acarretam a regressão ovariana e compromete a evolução dos folículos.

O nível baixo de progesterona vai dificultar ainda mais a liberação de LH, pois a onda de progesterona é que induz a liberação de LH para desencadear a ovulação. Assim sendo, durante a fase de choco a galinha cessa a postura.

No ciclo reprodutivo, os níveis de prolactina variam de muito baixos no momento da fotoestimulação até níveis moderados no momento do pico de produção. Durante os dias que precedem a postura do último ovo, ocorre uma redução da secreção de progesterona e um aumento da secreção de prolactina e o ovário regride.

O aumento da secreção de prolactina ocorre em consequência de uma redução da atividade dopaminérgica e de um aumento na produção de PIV (Polipeptídeo Vasoativo Intestinal) pelo hipotálamo. O PIV tem sido considerado como um fator estimulante da liberação de Prolactina (PRF) e a dopamina um fator inibidor da liberação de prolactina (PIF).

A literatura tem demonstrado que a prolactina induz um feedback negativo sobre a secreção de GnRH pelo hipotálamo e consequentemente de LH pela hipófise, assim como o estrogênio e a progesterona inibem a síntese de PIV pelo hipotálamo.

Atualmente é aceita a hipótese de que a redução de hormônios esteróides pelos ovários propicia o aparecimento do choco ao permitir um aumento de PIV e conseqüente aumento da secreção de prolactina. Desta maneira, a prolactina em alta na circulação da ave, determina redução do GnRH hipotalâmico e LH hipofisário pelo feedback negativo, causa a regressão ovariana e impõe o comportamento de choco.

Ao começar o choco, a ave apresenta um comportamento característico de interromper a rotina de alimentação e de ingestão de água. Ela procura um ninho em local isolado, escuro, não frio, úmido e de preferência que já tenha ovos presentes. Já foi observado que as altas temperaturas ambientais resultam no aumento da produção de PIV pelo hipotálamo e aumenta a prolactina sérica.

O comportamento do choco dispõe de um forte componente neural. Foi observado que o contato físico dos ovos com o peito da ave estimula terminações localizadas nesta área e resulta em aumento da secreção de prolactina. A desenervação da área do choco sobre a superfície ventral do peito da galinha diminui o tempo de nidação, diminui a prolactina e bloqueia o choco. Em condições normais, observa-se que os níveis de prolactina plasmáticos caem rapidamente se as fêmeas são privadas de nidar e aumentam rapidamente quando elas voltam a ter acesso ao ninho.

Em unidades de produção de ovos, como forma de evitar o aparecimento do choco, recomenda-se fazer a coleta freqüente dos ovos do ninho e do chão e impedir locais que, possivelmente, sirvam de ninho, como locais escuros, cantos e não permitir acesso noturno das aves aos ninhos. Caso a ave apresente o choco, e sendo indesejável para o proprietário, recomenda-se retirar a ave em choco do ninho para outro ambiente.

A tiroxina, produzida pela tireóide, também possui concentrações elevadas durante o choco e está relacionada com o crescimento de novas penas da ave.

Mudanças anatômicas e fisiológicas

Durante o período do choco ocorrem mudanças anatômicas e fisiológicas.

  • Regressão do ovário (relacionada às concentrações plasmáticas dos hormônios gonadotrópicos e esteróides).
  • Diminuição do peso do fígado (ocorre devido à baixa exigência metabólica para a produção de vitelo).
  • Anorexia e Perda de peso corporal (a perda da fome está associada a liberação do PIV).
  • Hiperemia (associada com a ação vasodilatadora do PIV provocando um maior fluxo sanguíneo nos vasos).
  • Mudança na plumagem. (associada com a função da tiroxina que determina o aumento no número das penas menores ou penugem.

Muda

A muda consiste na regressão completa do trato reprodutivo e perda de penas.

É necessário que a muda induza alterações hormonais que resultem em perda completa da função reprodutiva. O foco é o eixo hipotalâmico-hipofisário fazendo com que o hipotálamo cesse a produção de GnRH resultando em parada da secreção de LH pela hipófise, parada do desenvolvimento folicular e queda do estrogênio responsável pela manutenção do oviduto.

Além da redução de LH e estrogênio, os níveis de progesterona declinam e os de tiroxina aumentam. Esses níveis elevados de tiroxina podem ser a causa da perda de penas, uma vez que a tiroxina estimula o crescimento de novas penas. Aliado a isso, elevados níveis de tiroxina podem ser responsáveis pela fotorrefratariedade, uma vez que a ave não responde neste período à fotoestimulação.

No processo de perda das penas observa-se que inicialmente caem as penas da cabeça e região do pescoço, passando para as do peito e do dorso e finalmente para as das asas e as da cauda. As penas das asas são perdidas na seqüência da 1 para a 10, sendo a n°1 a mais próxima do corpo e adjacente às secundárias.

Após sofrer a muda, a ave torna-se endocrinamente similar à ave na fase pré-puberal, e assim poderá retornar a produção de ovos após fotoestímulo e alimentação adequados.

Uma alternativa para melhorar o desempenho reprodutivo das aves das aves de produção é a utilização da muda forçada.

Existem vários métodos de indução à muda forçada, dentre eles a retirada da dieta acompanhada de redução do fotoperíodo, fornecimento de níveis excessivos de zinco e retirada de sódio da dieta das aves. Segundo alguns autores é conveniente a realização de muda forçada somente para lotes que apresentare m bom desempenho até 64 semanas de idade.

A perda de penas primárias tem sido associada com o desempenho reprodutivo pós-muda, assim os tratamentos que induzem a perda de penas primárias mais rapidamente resultam em maior produção de ovos. A perda de penas primárias ocorre por causa da perda da influência estrogênica na papila da pena, além da ação da tiroxina.

Como a postura de ovos é função “reprodutiva”e não “produtiva” como alguns podem pensar,poedeiras apresentam o comportamento de “choco”,quando pretendem incubar os ovos postos,para reprodução da espécie.

Nesta situação a postura cessa e a ave inicia um processo de retroação de suas condições fisiológicas,trazendo consequentemente grandes prejuízos ao produtor.

O material técnico aqui disponibilizado detalha de forma técnica e prática os efeitos do fenômemo.

Para linhagens de postura industrial esta tendência foi quase que totalmente eliminada por meio de manipulação genética,mas nas linhagens destinadas a criação colonial ou caipira é notavelmente presente.

Como não se consegue suprimir totalmente este comportamento natural das aves,algumas práticas são técnicamente indicadas de forma a desestimular o choco,atenuando suas consequências.

Na aplicação prática destes principios obtivemos resultados positivos com os procedimentos a seguir :

* Nutrição adequada

* Programa de luz adequado

* Deixar ovos o mínimo tempo possível nos ninhos.(Veja a relação do contato dos ovos com o peito da galinha e a prolactina).Mínimo de 4 coletas diárias

* Não permitir o pernoite das poedeiras nos ninhos,fechando-os após a última coleta do dia e retirando as aves que aí se encontrarem

* Em criações de aves em liberdade em piquetes,manter permanente fiscalização de locais propícios a aninhamento como moitas e cantos,recolhendo ovos eventualmente aí postos

* Nestas circuntâncias as aves ficam agressivas em defesa de ovos presentes no ninho,podendo bicar o tratador,machos existentes no plantel tambem podem comparecer para defender as poedeiras,podendo atacar.É preciso paciência não agindo abruptamente com as poedeiras para não estressá-las

* Como uma situação de desconforto tende a desestimular o choco,alguns manuais indicam banhos frios,manutenção de aves em gaiolas e locais com umidade e permanentemente iluminados como forma de interromper o processo.Na prática estes procedimentos mostraram-se inviáveis e sem resultados significativos

GALINHAS CAIPIRAS FAZEM GREVE NA QUARESMA !

Matéria recentemente divulgada no G1 trata da retração na postura de galinhas caipiras na Quaresma.Clique aqui e assista ao vídeo.

Como o assunto é de informação ao público,não pudemos nos furtar a algumas colocações.

Primeiramente,como galinha não tem calendário e nem religião,realmente a diminuição de postura não tem absolutamente nenhuma relação com o evento religioso.

As penas das galinhas constituem o revestimento de proteção de seus organismos relativamente ao ambiente em que vivem.A exemplo de outros animais este revestimento é periódicamente renovado,como no caso dos ofídios,que trocam a pele e mamíferos que trocam os pelos.No caso das galinhas o processo é chamado de “muda”.

Como mecanismo cronológico natural o fenômemo começa com o início da redução do fotoperíodo(duração de horas do dia com luz),que em nosso hemisfério acontece no início do outono,daí a coincidência com o período da Quaresma.Neste processo as galinhas perdem e trocam gradativamente todas as penas.A diminuição da postura está mais diretamente relacionada com o estresse nutricional sofrido pelas aves nesta situação do que pelo acontecimento por sí só.Durante o processo grande parte dos nutrientes ingeridos pelas aves são direcionados para a produção das novas penas,pouco sobrando para produzir ovos.

Como muitos produtores insistem errôneamente em criar galinhas sómente com milho,desconsiderando a necessidade de alimentação balanceada e suplementar,a diminuição na postura é ainda mais acentuada,pois o milho embora componente indispensável na nutrição animal,é principalmente fonte de energia,pobre em proteínas,deixando as aves em defict nutricional,aumentando o estresse.

Na avicultura industrial é prática a “muda forçada” com objetivo de acelerar o processo e promover um mais rápido retôrno a níveis aceitáveis de postura.Por princípios abominamos tal procedimento,assim como o da “debicagem”.

A diminuição do fotoperíodo tambem induz as aves ao comportamento de “chôco”,situação em que a postura cessa por completo.

Aliando-se o conhecimento técnico amplamente disponibilizado a qualquer criador,com a aplicação na prática,os efeitos negativos da “muda” podem ser atenuados com uma nutrição balanceada adequada e implementação de um programa de luz,procedimento simples e  de custo insignificante.Em nossa página TECNOLOGIA está disponível um programa preconizado pela Embrapa Suínos e Aves,que utilizamos há varios anos com bons resultados,tanto na muda quanto no chôco.

Produzir ovos ou frangos caipiras não significa ignorar os bons princípios de produção,a legislação pertinente e a tecnologia disponível,trabalhar embasado em princípios retrógrados,crendices e “me disseram”,por outro lado é jogar tempo e  dinheiro fora.

Como grande parte dos ovos caipiras é comercializado na informalidade,ou seja em feiras livres e de porta em porta,é importante ressaltar o aspecto de contrôle sanitário deste produto.Não pudemos deixar de observar nas imagens divulgadas,que os ninhos de postura tem a “cama” formada totalmente por excrementos,denotando total ausência de sanidade no manejo.

Ovos,a não ser em situações extremamente adversas,dificilmente portam alguma patogenia em seu interior,é a parte exterior,ou seja a casca,o maior vetor de transmissão de doenças ao ser humano,como por exemplo a perigosa bactéria Salmonela,que só pode ser eliminada se conduzida a temperaturas superiores a 70 C.

Assim sendo,o consumidor deve ser cauteloso ao adquirir estes ovos,tomando cuidado em saber a origem,como são produzidos,como são criadas as poedeiras,processados e comercializados.

 

 

OVOS MUITO GRANDES OU COM DUAS GEMAS

Embora interessante e ingenuamente interpretado como indicativo de boa produtividade ,o surgimento de ovos com duas gemas ou de tamanho avantajado no plantel é na verdade um mal sinal.

O tamanho e a quantidade de ovos que uma  galinha produz está diretamente ligado a sua linhagem,manejo e nutrição,de forma que ovos muito pequenos ou muito grandes são alerta de que algo está errado.

 Ovos com duas gemas,conforme as informações técnicas disponíveis,são resultantes de alguma disfunção no sistema reprodutivo da poedeira.Comunmente aparecem em poedeiras muito jovens ou em fase de declínio de postura.

A postura de ovos de tamanho desproporcional com a galinha causa sofrimento e estresse no animal.Imagine se os bêbês humanos nascessem com 9 ou 10 quilos.

Na maioria das vêzes estes ovos ocasionam o prolapso da cloaca,quando a parte final do oviduto é projetada para fora do corpo da galinha,expondo membranas delicadas ao contato com bactérias e outros agentes patogênicos alem da secreção exagerada do muco lubrificante natural presente no oviduto, e sofrimento.Caso não seja prontamente corrigido,o problema certamente levará a ave a óbito ou a alguma doença grave.Para reintroduzir a cloaca em seu devido lugar o procedimento é bastante simples:Fazer uma boa higienização da área circundante da cloaca e da porção da mesma que tiver sido projetada (pode-se usar sabão neutro),removendo-se qualquer sujidade ou crostas eventualmente presentes.Com as mãos muito bem lavadas e com auxílio de lubrificante inerte,pode ser vaselina ou óleo de cozinha mesmo,use um dedo para colocar a cloaca delicadamente de volta ao interior da cavidade.Se fôr de frescura,pode usar uma luva cirurgica.Pode ter certeza de que a galinha agradecerá…

Portanto podemos concluir que ovos grandes ou de duas gemas são muito bons para fotos e para cozinheiros,mas má notícia para o criador e para a galinha.

ANCESTRAIS

Imagem

ESTAS MARAVILHOSAS AVES SÃO OS ANCESTRAIS DE TODAS AS GALINHAS EXISTENTES NO MUNDO : É O GALO DE BANKIVA (Gallus gallus),ORIGINÁRIO DA ÍNDIA E ANDA HOJE ENCONTRADOS EM PARQUES DE PRESERVAÇÃO E NAS SELVAS DA ÍNDIA

CONSERVAÇÃO E EMBALAGEM DE OVOS

 

EMBALAGEM A VÁCUO

Como um dos alimentos há mais tempo e mais consumidos pelo ser humano,o ovo destaca-se como a mais popular e acessível fonte de proteínas  em nossa nutrição.

Já tendo passado de herói a vilão e vice versa,é hoje depois de muitos mitos derrubados, cientificamente reconhecido como alimento indispensável em nosso prato.

Alem da grande atenção que devemos dirigir para as condições em que são produzidos e conduzidos até o consumidor final,é importantíssimo atentar para a maneira como são mantidos na fase de comercialização.

Normalmente grande importância é destacada as condições de temperatura em que são mantidos,esquecendo-se de outro fator de igual ou até maior importância na conservação dos mesmos:Umidade

Na verdade o que determina diminuição da qualidade dos ovos para consumo,a partir da data de processamento é a perda de umidade interna.

Isto pode-se facilmente entender pelo fato de que a casca do ovo é composta quase que totalmente por carbonato de cálcio,sendo assim um invólucro poroso,que permite a passagem de umidade do interior para o exterior,e tambem pode possibilitar a passagem de substâncias a que fôr exposto para seu interior.Se você tiver paciência pode acessar aqui a íntegra de trabalho científico que mostra detalhadamente os efeitos do tempo e condições de conservação de ovos sobre sua qualidade para consumo.

Existe uma infinidade de embalagens atualmente empregadas para comercialização de ovos : polpa de papel,papelão,plástico,etc.. e em modelos e tamanhos diferentes.Algumas mais práticas,outras mais caras,outras mais,ou menos ecológicas,enfim é o que existe disponível no mercado.

Um grupo de pesquisadores da UNESP (Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias-Campus Jaboticabal), vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa e adequação para utilização de embalagens a vácuo para ovos.Neste post disponibilizamos aqui a síntese do trabalho que vem sendo desenvolvido.O que se pode antever é que esta novidade poderá ser uma revolução no conceito de embalagem e de tempo de conservação dos ovos na fase de comercialização,que tornaria totalmente absoletas as embalagens atualmente utilizadas no Brasil.

Resta saber se o poder financeiro das grandes fornecedoras de embalagens convencionais atuais não vai suplantar o interêsse coletivo,como acontece em tantos outros segmentos,onde a vantagem de meia duzia prevalece sobre as necessidades gerais.





 

WWW.OVOCAIPIRA.ECO.BR – CAIPIRAS OVOS AZUIS

Ao nos aproximarmos do encerramento de mais um ano de trabalho e realizações,lembramos de agradecer ao nosso Pai Supremo Arquiteto do Universo,por nos permitir o cumprimento de mais esta etapa.

Rogamos que nos ilumine e conduza,juntamente com nossos amigos,clientes,fornecedores,parceiros e visitantes,sem os quais nada teríamos realizado,para que prossigamos com sabedoria e humildade nos dias vindouros.

CUIDADO COM OS ORGÂNICOS !

No intuito de consumir alimentos mais saudáveis e produzidos de forma diferenciada,é comun o consumidor pensar que estes produtos possam conter “algo a mais”,quando na verdade são mais interessantes pelo que “não” contenham ,como agrotóxicos,promotores de crescimento,corantes artificiais,antibióticos,etc..

No caso dos orgânicos é importante saber que estes produtos não são apenas isentos de agrotóxicos como se pode pensar.O conceito orgânico tanto para produtos agrícolas,como para de origem animal vai muitíssimo alem disso,considerando benefícios sociais,integridade cultural,recursos naturais e socio-econômicos,alem de outros pontos mais,razão pela qual sua produção normalmente é restrita em termos quantitativos e o custo de produção alto.Não se pode simplesmente oferecer um produto como orgânico sem que este seja devidamente credenciado junto a orgãos credenciadores oficializados,sob pena de propaganda enganosa.O estabelecimento que comercializar estes produtos deve ostentar o diploma de credenciamento de cada produto com validade vigente.

No caso dos ovos deve-se considerar que ovos “caipiras” não são necessáriamente orgânicos mesmo sendo produzidos de maneira totalmente diversa dos ovos industriais,mas estes serão necessáriamente “caipiras” ,sendo que para os “caipiras” ainda não existe uma normatização tão específica quanto a dos orgânicos,mas devem seguir o diposto na Circular Normativa DIPOA/MAPA 60/99 para produto “caipira”,que pode ser acessada em nossa página “TECNOLOGIA”.

Outro aspecto a ser analisado é relativo aos ovos supostamente enriquecidos,por exemplo com ômega 3,ou com menor conteúdo de colesterol.Ainda não existem estudos científicos efetivos que comprovem estas possibilidades e podem ser meros chamariscos comerciais.

Clique AQUI e conheça na íntegra a normatização oficial para orgânicos.


ILUMINAÇÃO NA AVICULTURA

Bastante se ouve falar em iluminação para aves.

Neste aspecto é importante que se façam algumas colocações:

Na avicultura industrial de corte,onde se objetiva a produção de carne de frangos,é normal a utilização de iluminação nos galpões de engorda.Como se pretende que os frangos cheguem ao peso de abate o mais rápido possível,e a engorda nada mais é do que a conversão dos nutrientes consumidos em carne,incentiva-se um consumo maior de ração com a manutenção de iluminação,principalmente nos horários de temperatura mais amena (madrugada) quando a predisposição para injestão é maior.

Já no caso das aves de postura,a iluminação tem efeitos e finalidades diversas das anteriores.O fotoperíodo (quantidade de horas de luz de um dia) exerce grande influência na maturidade e desenvolvimento sexual das poedeiras,e por conseguinte em seu desempenho produtivo. Como todo ser vivo a galinha tem seu relógio biológico,que nos meses em que acontece decréscimo do fotoperíodo (outono/inverno) lhe diz : “Está na hora de parar de por ovos,devo começar a chocar….”,cessando então a postura.

Neste aspecto a iluminação artificial terá efeitos reguladores,não objetivando incentivo a maior consumo de ração ou incremento de postura.Para isto existem programas de luz desenvolvidos com tecnologia e de acôrdo com as boas práticas de criação,ressaltando-se que não devem ser aplicados em poedeiras com menos de 10 semanas de vida.Na página de TECNOLOGIA encontra-se disponível um programa da EMBRAPA para este fim.

500.000 GALINHAS MORTAS !

Já são 500.000 poedeiras mortas em BASTOS/SP.

Embora existam várias outras regiões produtoras de ovos,é aí que se estabelece o preço praticado no mercado de ovos.

Se você pretende fazer rabanadas,pudins,bolos e outras gostosuras neste final de ano é bom separar um dinheirinho a mais !

Veja a íntegra do assunto neste vídeo do Globo Rural,clique aqui

OVOS VENDIDOS POR QUILO

Você sabia que ovos obrigatóriamente são comercializados por peso (massa) e não por volume (tamanho) ?

Por exemplo,um ovo que aparente ser menor do que outro pode na verdade ser mais pesado.Entre os fatores que determinam a massa do ovo estão o tamanho da câmara de ar existente em todos os ovos para preservação do feto e a espessura da casca.

O decreto 56.585 de 20/julho/1965 (íntegra na página “tecnologia”)  ainda em vigor classifica ovos da seguinte forma:

Pequeno: Acima de 45 gramas por unidade ou 540 gramas/duzia +- 10%

Médio: Acima de 50 gramas por unidade ou 600 gramas/duzia +- 10%

Grande: Acima de 55 gramas por unidade ou 660 gramas/duzia +- 10%

Extra: Acima de 60 gramas por unidade ou 720 gramas/duzia +- 10%

Não encontramos informes oficiais para classes como jumbo e extra-grandes,o  que faz pensar  que estas sejam classes criadas comercialmente para ovos de massa superior ao extra.Embora possa parecer que estes ovos sejam produto de alguma galinha especialmente desenvolvidada para produzi-los,na verdade ocorrem comunmente em poedeiras em fase de declinio de postura.Da mesma forma,ovos com 2 gemas resultam de  disfuncao no trato reprodutivo da galinha e alem de serem prejudiciais para a poedeira,nao produzirao 2 pintinhos.

  Se desejar conhecer detalhes interiores do ovo,clique aqui


Gema vermelha não garante ovo caipira !

O ovo CAIPIRA custa em média de 70 % a 80 % mais do que o ovo industrial ou comum.

Já que você paga mais caro por um produto de qualidade e características superiores é bom saber que gema vermelha não é garantia de ovo caipira.

Existem no mercado substâncias sintéticas que proporcionam coloração acentuada nas gemas de ovos,mas que são PROIBIDAS na produção de ovos caipiras,como por exemplo a Cantaxantina,e que podem causar danos a saúde.Veja em detalhes clicando aqui.

Avalie melhor nomes e embalagens que possam ser meramente sugestivas,procure saber exatamente como estes ovos são produzidos.

Na página TECNOLOGIA está disponível a norma do MAPA para OVOS CAIPIRA.

Você paga,pequise,exija !



 

 

 

 

AquíWikipedia: Aquí ("Here") is the title of the debut studio album by Mexican singer-songwriter Julieta Venegas, released on March 24, 1997.

ATENÇÃO CONSUMIDOR !

Você consumidor,que é o verdadeiro patrão,pois é quem enfia a mão no bolso na hora de pagar suas compras no sepermercado,é na verdade quem menos recebe informação !

Você deve ter notado que nos últimos meses o preço dos ovos está descontrolado,hora sobe ,hora baixa.

Conforme já prevíamos em post anterior os preços vão continuar subindo e muito ! Só nesta semana deu um pulo de 6%,veja aqui

No momento os chacais são os varejistas (supermercados) que não abrem mão dos percentuais absurdos de repasse que praticam.Trabalham sem nenhum risco comercial,pois recebem a marcadoria em consignação (se o ovo vencer no supermercado,o produtor troca) ,alem de pagarem com prazo,em resumo : TRABALHAM COM O DINHEIRO DO PRODUTOR

Não acredita ? Clique aqui e veja os repasses praticados

Paralelamente acontece uma verdadeira briga de foice entre produtores,atacadistas e distribuidores.Veja  aqui

Prepare seu bolso !

 

 

BOLA DE CRISTAL

Infelizmente não temos nenhuma,mas o que já prevíamos em 01 de agôsto está acontecendo na íntegra.

A avicultura de postura é uma atividade que não suporta ajustes importantes de forma inesperada,como ocorreu com o custo dos insumos nutricionais (milho/soja).

Embora seja extremamente dinâmica,onde nada pode ficar para amanhã,a produção de ovos só comporta ajustes homeopáticos,acompanhando as oscilações de mercado como qualquer outra operação mercantil.

Como galinha não tem regulagem,domingo ou feriado e ovo não pode ser estocado,a comercialização tem que ocorrer em fluxo contínuo e fechado : Produção/venda/produção ,e assim por diante.Qualquer quebra desta corrente ocasiona desorganização do mercado,como está acontecendo agora : Por conta principalmente do primeiro repasse de custos ao consumidor (mesmo continuando com redução na margem de lucro) as vendas caíram,veio então o desequilíbrio na demanda,grandes produtores estão colocando ovos abaixo do custo no mercado.Veja a matéria no vídeo do Globo Rural (clique aqui ).

O produtor que aparece em segundo plano na reportagem,é na verdade o maior produtor de ovos do país,com mais de 1.500.000 poedeiras.Segundo o mesmo,está trabalhando com um prejuízo de R$ 4,00 por caixa com 30 dúzias de ovos e com previsão para diminuição de preço nos próximos meses.

Como na verdade ovos já estão sendo vendidos a R$ 47,00/caixa 30 duzias,num raciocinio simplista temos : Produção 650000 ovos/dia=54000 duzias=1805 caixas de 30 duzias.Custo R$ 53,50 = prejuizo R$ 6,50 por caixa X 1805 = R$ 11.762,50/dia X 30 = R$ 352.860,00/mês = R$ 4.234.320,00 de prejuizo/ano.Pode ?

Se não para é porque está esperando que algo aconteça para reverter a situação a curto/medio prazo.Como as projeções de mercado são de que os preços dos insumos em 2013 ou aumentem ou continuem nos patamares atuais,o que será ?

Como quem faz preço é quem produz mais,o resto acompanha,o que se pode esperar é que pequenos e médios produtores,que não tem os recursos financeiros que os grandes tem para bancar a crise,saiam de cenário arrastando consigo uma legião de desempregados diretos e indiretos,ou 2 mais 2 não são mais 4.

Há tambem a possibilidade,se bem que menos provável,de que grandes produtores quebrem antes,uma vêz que seus riscos são maiores.

Independentemente de para que lado a corda arrebente,seria ingenuidade acreditar que a conta não virá para o consumidor.De uma forma ou de outra a oferta de ovos ao mercado diminuirá e o preço vai subir (sem falar do frango que já disparou).O consumidor terá que pagar um preço que embora possa parecer incompatível com o produto,ofereça justa remuneração ao produtor,ou ficar sem o produto.

É importante que o consumidor saiba que o vilão desta história não é o produtor : De um lado suporta os preços desmesurados para alimentação das aves,de outro,os distribuidores e varejistas que fazem o produto chegar ao carrinho de compras e que não abrem mão de seus percentuais de repasse.Se o consumidor tivesse acesso aos valores que são colocados em cima das mercadorias que adquirem nos supermercados,talvez os vissem com menor simpatia.

Na verdade,os malvados da história são as autoridades competentes(?) do setor.Esta situação de mercado de milho e soja não apareceu do dia para a noite.A crise veio lá dos EUA e já faz tempinho.

Será que não há planejamento em nosso agronegócio ?

A situação atual da avicultura não era previsível ?

Não existem alternativas para a base milho/soja na nutrição animal ? Existem estudos da Embrapa para utilização da mandioca,muito mais barata e produtiva,em substituição parcial ao milho.Afinal há seis décadas que a avicultura brasileira segue esta base para nutrição,cadê a pesquisa e a tecnologia ?

Como se explica que a exportação de milho aumentou 400 % (!!!!) se o preço do milho aqui está um absurdo? Só queria entender……

Afinal,parece que quem dá as cartas,como sempre em nosso “patropi”,está confortávelmente instalado em seu gabinete la no DF ou participando de reuniões,comissões e estudos,enquanto que o brasileiro por aqui rala e rema contra a maré.Foi sempre assim….

Coitada da Dna.Maria,que vai no supermercado com seu dinheirinho regulado….

O ovo é oval e é produzido pela galinha que faz cócócóricó !!

Assim são  as informações inúteis que obrigatoriamente aparecem nas embalagens de ovos,não dizem absolutamente nada ! O que significa para você lipídios totais ou % de fibras ?

Chega de brincadeira ! Acesse aqui e veja informações objetivas sobre ovos. Nutrição é coisa séria !


AquíWikipedia: Aquí (“Here”) is the title of the debut studio album by Mexican singer-songwriter Julieta Venegas, released on March 24, 1997.

ALIMENTAÇÃO X NOSSO BOLSO

                                 Vamos pensar juntos?

O homem,como ser onívoro que é tem na sua pirâmide nutricional as proteínas de origem animal (leite,carnes e ovos) em destacada importância.

A produção destes alimentos,de maneira simplista nada mais é do que a conversão de proteínas de origem vegetal em proteínas animais,pelo processamento digestivo dos animais que os disponibilizam,bovinos,caprinos,aves e outros dos quais nos servimos.

Uma das mais acessíveis fontes de proteínas tão essenciais para nós são os ovos.

Comercialmente falando,ovos sempre foram um alimento relativamente barato,porem como todo o produto de origem animal tem seu custo de produção (60/70 %) fundamentado no preço dos cereais que constituem a fonte de nutrição das aves que os produzem : MILHO E SOJA.

É muito fácil constatar por todos os veículos de mídia disponíveis que os preços destes cereais simplesmente DISPARARAM nos últimos meses,principalmente por conta de problemas agrícolas oocorridos nos EUA,que atingem globalmente as cotações de cereais.

Sem necessidade de especialização é possível chegar a algumas conclusões sobre o que está por vir para o consumidor e para o produtor destes alimentos: 

  * No caso dos ovos,num primeiro momento,como já está acontecendo,o produtor repassa diretamente o aumento do custo de produção para o produto final,ou seja : Para o consumidor

*Em seguida,com aumento do preço ocorre uma retração nas vendas

*O mercado desorganiza-se por completo : Atacadistas e entrepostos de ovos desesperam-se para escoar estoques  e produtores para escoar a produção

*Com o aumento da oferta aparece uma “falsa”queda de preços,porque não vai durar muito

*Por que ? Muitos produtores,principalmente grandes e independentes,reduzirão seus plantéis por não conseguirem alimenta-los,o que já está ocorrendo.Os que não abandonarem a atividade aguardarão que a situação retorne ao normal para recompor seus plantéis,o que não se sabe quando ocorrerá visto que as previsões do custo de cerais para 2013 não são favoráveis(para quem compra)

 

 

 

 

ALGUMAS OPINIÕES SOBRE O OVO CAIPIRA :

1. Mary Linden, professora de nutrição na U.C.L.A., considera o ovo o único alimento mais perfeito que o leite materno, tendo 2% mais nutrientes que este.

2. A “fobia” do colesterol do ovo, segundo C. Pffeifer, pioneiro nos Estados Unidos em psiquiatria ortomolecular, implica na crença de que os 400 mg de colesterol de um ovo passem para o colesterol do sangue na mesma proporção. Na verdade, 100 gramas de ovo acrescentam apenas 2,3 mg de colesterol (aos amantes de ovos, ver o site www.enc-online.org/dietc.htm).

Os exames laboratoriais da medicina e psiquiatria ortomolecular que permitem acompanhar os efeitos benéficos do ovo caipira de modo individualizado e orquestrado junto com o enfoque sistêmico (15 leis da psiquiatria ortossistêmica) são: Mineralograma do Cabelo e/ou Perfil de Minerais Eritrocitários, que vão sugerir outros exames complementares tais como razão triglicerídeo/HDL, mais importante que razões de Castelli I e II; Hemoglobina Glicada, mais importante que glicemia; Homocisteína (HPLC), LDL Peroxidado, MDA Urinário, Proteína C Reativa (ultrasensível), Fibrinogênio, Ferritina Plasmática, DHEA-S, Pregnenolona etc., muitos correlacionados com a entrevista do paciente e o mineralograma do cabelo (não biorressonância).

3. Um exame moderno, chamado VAP/CAD, mede 12 tipos de colesterol: 7 tipos de LDL e 5 de HDL. Na visão tradicional, a razão colesterol total/HDL e LDL/HDL são as únicas importantes. Na visão ortomolecular, uma terceira razão, triglicerídeos/HDL, é mais importante para o risco cardíaco e infartos cerebrais silenciosos (SBI), principalmente quando está alto o LDL peroxidado, um tipo de LDL não avaliado pela medicina tradicional, junto com a homocisteína plasmática pelo método HPLC. Ambos aumentam em duas vezes e meia o risco de má circulação cerebral e SBI e, com isso, o início de doenças mentais que triplicaram nos últimos vinte anos (depressão, Alzheimer e Parkinson).

O ovo caipira faz subir em 10% o HDL e apenas 4% o LDL pelos exames tradicionais, além de baixar o triglicerídeo mais facilmente se houver restrição de carboidratos refinados e exercício para controle de peso. Em parte esse LDL que subiu é um LDL denominado “nativo”, bom porque tem a proteção de vitaminas carotenóides e do complexo E, antioxidantes, que garantem a utilização desse LDL pelas células da pele, sob a ação do sol, produzindo vitamina D. Com isso, o cérebro aumenta o NGF, neurotrofina que protege e regenera os circuitos cerebrais do humor e da inteligência.

As células cerebrais tem vinte vezes mais mitocôndrias que as do corpo, onde esse LDL nativo é absorvido para produzir Pregnenolona, DHEA, Corticóides, hormônios sexuais responsáveis pela longevidade cerebral e proteção cerebral na menopausa e andropausa. Sem essa proteção de vitaminas, o LDL nativo se transforma em LDL peroxidado que é rejeitado pelas células dos vasos e é devorado pelos macrófagos, os quais estufam, transformam-se em células espumosas e colam na parede dos vasos, morrem e os entopem como se fossem gordura em cano de pia, gerando a isquemia que facilita o infarto e o derrame, inclusive em pessoas protegidas pela medicina oficial destes mesmos problemas, o infarto e derrame; não protegidas, contudo, do SBI que leva às doenças mentais (depressão, Alzheimer e Parkinson), pois muitos remédios que “aumentam”a longevidade cardíaca agravam e até produzem as referidas doenças mentais (ver o site www4.dr-rath-foundation.org).

4. A diferença entre o ovo caipira, ecológico, e o ovo comum é muito grande. Por exemplo: o ovo caipira tem seis vezes mais betacaroteno que o ovo comum (o site do Imetro refere que possui cinco vezes mais). O betacaroteno é usado para proteger o ovo de ataque de germes como, p.ex., a salmonela, e 60% dele se transforma em vitamina A. O ovo caipira possui três vezes mais vitamina A, que constrói canais de comunicação (conexões) entre as células, por exemplo, células gliais, babás dos neurônios, para retirar poluentes e adicionar nutrientes, melhorando a razão glia/neurônio, chave da longevidade cerebral, humor e memória. Estas conexões de células também têm nos epitélios células que revestem os “tubos”, por exemplo, o digestivo, o respiratório, elas cercam as células tumorais e as matam. Cada centímetro de terra que a galinha cisca tem 100 milhões de microorganismos para ingerir. Na União Soviética há solos ricos em nutrientes que possuem um bilhão de microorganismos por centímetro cúbico de terra.

Dr. Juarez Nunes Callegaro
CRM 2494
Av. Carlos Gomes, 328 conj. 503
Porto Alegre (RS)
(51) 3379.1039 / 3379.1084

UM POUCO SOBRE O OVO E A GALINHA CAIPIRA.

CHACARA TAMANDUA – ANDRADAS – MINAS GERAIS

UM POUCO SOBRE A GALINHA E O OVO “CAIPIRA”.

Muito se ouve falar em galinhas e ovos “caipira”, e
de forma geral somos remetidos a aquela imagem de galinhas ciscando e
cacarejando com seus pintinhos nos terreiros das roças,as popularmente
conhecidas “pé duro”ou “galinha de capoeira”,uma ave praticamente silvestre.
Até aí,tudo muito poético e bonito,mas ao
proceder ao consumo da carne e principalmente dos ovos destas aves,é
necessário antes algumas considerações,e derrubar alguns mitos,como a
seguir:
ORIGEM: Muitos são levados a pensar que galinha caipira é “nativa”,originária
daqui do Brasil.
Na verdade todas as galinhas do mundo descendem de um bicho chamado
Gallus Bankiva ou Gallus Gallus,com aspecto semelhante ao nosso conhecido
Jacú,originário da Índia e domesticado entre 2100/2500 a.C. ,e que até hoje
habita as selvas daquele país.
A introdução das galinhas domésticas no Brasil se deu por época da
colonização através da comercialização entre espanhóis e asiáticos.Portugueses
também trouxeram galinhas europeias e as trocaram com índios brasileiros.Há
relatos históricos de que os índios brasileiros se impressionaram mais com a
galinha,do que com os cavalos trazidos por colonizadores.
Daí podemos concluir que qualquer galinha que vejamos por aí veio da Ásia,da
Europa ou da América do Norte,NÃO EXISTE GALINHA BRASILEIRA.
Então não existe galinha “caipira” ? Existe sim ! Mas é indispensável revermos
este conceito,considerando o trinômio LINHAGEM/MANEJO/NUTRIÇÃO,onde a
exclusão de um dos itens descaracterizará o conceito:

Andradas – MG: Nessa maravilhosa cidade produzimos o legítimo ovo caipira.

Andradas Bairro Tamanduá - Montanhas do Sul de Minas


Esta é mais uma bela imagem da cidade de Andradas, localizada no sul de Minas Gerais. É neste ambiente que produzimos o que há de melhor em se tratando do legítimo ovo caipira, disponibilizando um produto que segue todas as normas de qualidade vigentes além de proporcionaar ao cliente a possibilidade de rastrear o produto que adquiriu.