ETOLOGIA – A IMPORTÂNCIA DO COMPORTAMENTO ANIMAL

A ETOLOGIA E A AVICULTURA MODERNA
É inegável que a modernização da avicultura nos últimos cinquenta anos trouxe relevantes benefícios para a humanidade, seja pela oferta nutricional rica em proteínas a baixo custo, seja pelos números da atividade na economia global.
Um marco científico histórico ocorrido há praticamente cem anos atrás, parece ter sido relegado ao esquecimento pela importância de seu efeito: A descoberta da vitamina D por McCollum & Davis em 1922.
Até a década de cinquenta a avicultura mundial era uma atividade quase que de “terreiro”, com galinhas criadas ao ar livre, sem conceitos de seleção genética, sanidade e nutrição, com resultados de produtividade questionáveis.
O evento da vitamina D propiciou a partir de então a possibilidade da criação de aves em confinamento, privadas portanto da exposição direta a luz solar, até então única fonte de vitamina D pela sintetização, com a inclusão de nutrientes fornecedores desta vitamina em sua alimentação.
O que ocorreu a partir de então, foi a transformação de galinhas em verdadeiras máquinas de produzir carne e ovos. Ao que parece, a avicultura industrial ofuscada pelos resultados financeiros que a atividade oferece, relegou a segundo plano a importância que a etologia exerce, na prática vista como ciência filosófica, em detrimento aos efeitos diretos na própria atividade.
Os reflexos do comportamento animal são notáveis em termos de produtividade, sanidade e até possíveis alterações genéticas em aves confinadas. Em diversos países da Europa já é grande a pressão do consumidor relativamente com relação ao conforto animal, assunto íntimo á etologia.
Em nome de uma eficiência produtiva e lucratividade cada vez maiores, o homem vem através dos anos manipulando esta espécie, com práticas como debicagem, corte dos dedos e crista, maturação sexual precoce por meio de programas de luz inadequados, confinamento, muda forçada e fornecimento de alimentação exclusivamente farelada.
Algumas linhagens já foram geneticamente modificadas para supressão do comportamento de choco.
A debicagem é prática quase que indispensável face ao comportamento de bicagem decorrente do estresse pelo confinamento, mas também objetiva a redução de desperdício de ração.
Cortes de dedos e crista são feitos relativamente ao comportamento sexual de machos confinados.
O fornecimento de alimento exclusivamente farelado já ocasiona mutações fisiológicas como flacidez muscular da moela e aumento do lúmen das alças intestinais.
Mudas forçadas são feitas contrariando a fisiologia natural da espécie.
Embora seja uma espécie domesticada, não foi criada pelo ser humano para que dela usufrua indistintamente como faz com tudo que toca no universo.
Haverá um momento em que a natureza apresentará a conta, como já vem fazendo em outras situações.
Para melhores conclusões dos interessados, disponibilizamos material publicado pela FACTA (O Comportamento das Aves) bastante esclarecedor sobre a matéria:
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